Mato Grosso

Projeto da Academia Mato-grossense de Letras oferece programação cultural gratuita nesta quinta-feira (11)

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A Academia Mato-grossense de Letras (AML) promove, nesta quinta-feira (11.12), a 11ª edição do projeto Casa Aberta, trazendo o tema “Somos Letras de Esperança”. Com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a iniciativa aproxima escritores, artistas e leitores em uma noite de programação cultural gratuita, que reforça o compromisso da instituição com a democratização do acesso à literatura e à cultura.

O evento ocorre na Casa Barão, onde está sediada a AML, no Centro Histórico de Cuiabá, a partir das 18h, com a abertura dos portões, prosseguindo até às 21h30. A entrada é gratuita e a classificação etária é livre.

A programação começa com a instalação artística interativa “Sopa de Letrinhas”, aberta à participação do público. Às 19h, a programação prevê o Bate-papo com Acadêmicos, mediado pela imortal Sueli Batista, secretária da AML, que reúne Amini Haddad (cadeira 39) e Fernando Tadeu de Miranda Borges (cadeira 33).

Às 19h50, o ator Romeu Benedicto apresenta trecho do romance “O Salário dos Poetas”, de Ricardo Guilherme Dicke, adaptado no monólogo “Serafim”. Às 20h20, a presidente da AML e escritora Luciene Carvalho conduz uma oficina de Escrita Criativa, em que compartilha técnicas, percursos e reflexões sobre a produção literária.

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Às 20h40, o artista Vinicius Brasilino leva ao público a montagem “O Auto dos Corações ao Mar”. O encerramento da noite fica por conta do DJ e do microfone aberto para participação do público.

Sobre os participantes

Amini Haddad é professora e juíza, formada em Direito pela UFMT, com doutorado e ampla produção acadêmica. É autora de livros e artigos e atua como palestrante em projetos nacionais nas áreas de Direitos Humanos, Gênero e Sistemas de Justiça. Recebeu o Prêmio Nacional Carlota Queirós por sua atuação na promoção da equidade de gênero.

Fernando Tadeu de Miranda Borges é professor de Economia da UFMT desde 1981, doutor e autor de livros e artigos. Sua obra “Esperando o Trem: Sonhos e Esperanças de Cuiabá” inspirou o enredo da Estação Primeira de Mangueira no Carnaval de 2013. Integra o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e a Sociedade de Amigos de Rondon.

Romeu Benedicto tem mais de 35 anos de carreira nas artes cênicas e no audiovisual, com trabalhos exibidos na Netflix, TV Globo e TV Record. Integra o elenco dos filmes “Religare” e “Coroa Branca”, em produção.

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Luciene Carvalho, escritora e primeira negra a ocupar uma cadeira na AML, está no seu segundo mandato consecutivo à frente da Casa. Autora de 15 livros, sua literatura já conquistou visibilidade nacional e internacional, sendo também referência para o ensino universitário em Mato Grosso.

Vinicius Brasilino é ator, artista visual, poeta e ativista social. Estudante de Ciência e Tecnologia na UFMT, fundamenta sua trajetória na ancestralidade afro-brasileira e na militância em pautas de juventude, ações afirmativas e combate ao racismo. Preside o Conselho Estadual da Juventude e o Conselho de Ações Afirmativas da UFMT.

Sobre o projeto Casa Aberta

Mais do que uma ação cultural, o Casa Aberta é uma política institucional de aproximação da Academia com a sociedade mato-grossense, a fim de reafirmar a AML como lugar de convivência, formação de leitores e valorização da produção cultural mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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