Mato Grosso

Programa do Governo de MT fomenta projetos sociais na área esportiva em diferentes municípios do Estado

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) divulgou na terça-feira (8.7) o resultado final da seleção do edital Pontos de Esporte e Lazer, que conta com investimento de R$ 2 milhões. Umas das 50 instituições contempladas neste ano é a Associação de Artes Marciais do Distrito de Entre Rios, de Nova Ubiratã (a 430 km de Cuiabá).

Desenvolvido na agrovila que cresceu ao redor de um assentamento, o projeto é voltado à prática de Taekwondo, atendendo atualmente cerca de 70 crianças e adolescentes e alguns adultos.

De acordo com o presidente da Associação, o professor Cléber Bampi, os recursos viabilizados pelo edital da Secel são fundamentais para a aquisição de equipamentos, de proteção e de segurança, e contratação de profissional técnico, garantindo treinos mais qualificados e seguros.

“Em nome da Associação manifesto meu profundo agradecimento a esse apoio do Governo de Mato Grosso. Os impactos vão além do tatame, garantem não só estrutura, mas também esperança em novos horizontes às pessoas atendidas”, destaca Cléber.

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Também selecionada na edição 2024 do edital, a Associação de Entre Rios evidencia a confiança no potencial de seus participantes. Além de metas vitoriosas para futuras competições, os atletas do projeto têm uma trajetória consistente de participação em eventos importantes, como o Rio Open (internacional), o Regional Centro-Oeste e seletivas para o Campeonato Brasileiro, além dos Jogos Escolares e Estudantis.


No total, o programa Pontos de Esporte e Lazer, que está em sua quinta edição, selecionou 50 instituições que desenvolvem ações sociais na área esportiva de diferentes municípios mato-grossenses. Cada projeto contemplado receberá o valor de R$ 40 mil.

A relação abrange 22 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e mais 28 do interior do Estado. As atividades atendem comunidades de diversos municípios, entre os quais Cuiabá, Várzea Grande, Chapada do Guimarães, Cáceres, Barra do Garças, Juína, Rondonópolis, Alta Floresta, Paranatinga, Sorriso e Poxoréu.

Foram selecionadas propostas desenvolvidas nos mais diversos campos, como esporte de inclusão, combate às drogas, cidadania e educação, descobrimento de novos talentos esportivos, dentre outros.

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As ações atendidas abrangem variadas modalidades, que incluem atletismo, arqueirismo, boxe, capoeira, futebol, vôlei, karatê, judô e handebol, entre outras. Também foram beneficiadas práticas paradesportivas.

A lista completa de instituições selecionadas nesta quinta edição do edital Pontos de Esporte e Lazer está disponível no site da Secel (link direto aqui).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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