A 10ª edição da Operação Tolerância Zero sobre Duas Rodas, realizada na noite desta quarta-feira (8.10) no bairro Jardim Glória, em Várzea Grande, identificou 21 motociclistas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante a ação, os agentes também apreenderam uma motocicleta com R$ 11,8 mil em débitos.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), 51 veículos foram fiscalizados e 35 removidos. Ao todo, foram expedidos 82 Autos de Infração de Trânsito (AIT), sendo 21 por condução sem CNH, 17 por veículos não licenciados ou sem registro, e 44 por outros tipos de infrações. Nesta edição, não houve prisões por embriaguez.
Entre os veículos apreendidos, estava uma Honda CG 125, do estado de Rondônia, com licenciamento atrasado desde 2016 e débitos acumulados de R$ 11,8 mil. O condutor, que também não possuía CNH, foi autuado por dirigir sem habilitação, falta de equipamento obrigatório, veículo não licenciado e sistema de iluminação alterado.
A operação foi coordenada pelo GGI e contou com o apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Guarda Municipal de Várzea Grande, Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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