Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão prenderam quatro homens e uma mulher por associação criminosa e tráfico de drogas, nesta terça-feira (4.11), em Várzea Grande e Cuiabá. Com o grupo, a PM apreendeu porções de maconha e cocaína, além de celulares e chips de telefone.
A equipe do GAP estava em patrulhamento e recebeu uma denúncia anônima de uma pessoa que informou sobre um ponto de venda de drogas na região do distrito de Bonsucesso. Segundo a denúncia, o suspeito estava comercializando entorpecentes dentro de uma residência.
Os policiais foram ao endereço informado, abordaram o homem e encontraram cinco porções de maconha com ele. Questionado sobre as drogas, ele afirmou que havia outros entorpecentes escondidos no telhado da casa, onde os militares encontraram um pedaço de tablete e mais 15 porções da mesma substância.
Ainda em contato com a PM, o suspeito disse ter adquirido as drogas de dois homens que residiam no bairro Santa Isabel, em Cuiabá. A equipe do 4º BPM se deslocou até o endereço e flagrou os dois suspeitos saindo da residência.
Os dois homens se entregaram ao verem a chegada dos policiais e revelaram o local onde as drogas estavam escondidas. Nas buscas no imóvel, foram encontradas 30 porções de cocaína e maconha, além de balanças de precisão, celulares e 21 chips de telefone.
Ao serem indagados sobre os aparelhos eletrônicos, os suspeitos afirmaram que, além do tráfico de drogas, também realizavam golpes de estelionato em plataformas digitais. Eles ainda denunciaram um quarto integrante do grupo, que estaria em um posto de combustível, na avenida Mário Andreazza, para vender drogas.
Os policiais seguiram para Várzea Grande e, no estabelecimento indicado, encontraram o suspeito acompanhado de uma mulher dentro de um veículo Ônix. Com eles foram localizadas mais 50 porções de maconha no interior do automóvel.
Diante da situação, os cinco suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Central de Flagrantes de Várzea Grande, com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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