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Mato Grosso sedia oficina de regulação do SUS no Centro-Oeste

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) sedia, nesta segunda e terça-feira (23 e 24.3), a Oficina de Regulação no SUS na Região Centro-Oeste, promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O encontro reúne técnicos de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para discutir a implementação da Política Nacional de Regulação no Sistema Único de Saúde (SUS).

A agenda tem o objetivo de promover o aprofundamento técnico, o alinhamento estratégico e o fortalecimento da capacidade institucional dos gestores e equipes estaduais quanto à implementação da política.

“Queria dizer da satisfação que é para Mato Grosso sediar uma oficina do Conass de tamanha relevância, a 1ª macrorregional sobre a regulação no SUS. Para nós, é muito oportuno debater esse assunto, nós estamos em fase de implementação de um novo sistema de regulação, que é o Regula Mais MT, e esse é um tema caro para todos nós no Brasil, devido aos muitos gargalos para serem resolvidos. Esse debate caminha na direção das nossas necessidades”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.


O secretário-executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, considerou muito importante a representação dos estados do Centro-Oeste na oficina. Ele explicou que esta é a primeira das cinco oficinas que serão feitas no Brasil, uma por região, para o Conass ter a oportunidade de conversar com os técnicos que tratam da Regulação em todo o país.

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“É muito relevante porque nós estamos tratando do coração do sistema de saúde, que é a regulação. Pela regulação, você consegue fazer com que os recursos sejam utilizados para que a população tenha atendida a sua necessidade de encontrar uma assistência em tempo hábil, ser alocada em um espaço de assistência adequado e a regulação, na verdade, consegue dar ao sistema a efetividade que precisa ter”, avaliou.

Segundo o coordenador de Desenvolvimento Institucional do Conass, René Santos, a oficina tem como objetivo implementar a Política Nacional de Regulação, recentemente aprovada, e integra uma série de encontros previstos para outras regiões do país até julho.

“A ideia é enfrentar desafios como, por exemplo, fazer com que a Atenção Primária exerça uma função reguladora, melhorar o processo de contratualização, aprimorar o processo de funcionamento dos complexos reguladores e, obviamente, o grande desafio que é garantir o melhor acesso à gestão das filas e, principalmente, uma transparência nesse processo todo da regulação, que vai no sentido do atendimento à população”, afirmou.

Conforme a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES de Mato Grosso, Fabiana Bardi, a oficina terá exposições técnicas e atividades em grupo, abordando, entre outros temas, os fundamentos e diretrizes da Política Nacional de Regulação, o papel dos pontos de atenção à saúde com ênfase na Atenção Primária à Saúde (APS), a governança interfederativa, a contratualização de serviços de saúde como instrumento de regulação e a gestão dos complexos reguladores. “A ideia é que, ao final da oficina, sejam elaboradas propostas para os Planos de Ação Estaduais, para subsidiar a implementação da Política Nacional no âmbito Estadual”, explicou.

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João Ricardo Tognini, representante da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, acrescentou que a oficina de regulação traz uma expectativa muito grande, principalmente, em relação à integração de dados, e falou sobre o desafio de conseguir colocar médicos especialistas em pequenas cidades.

“Nós entendemos que a regulação médica, o complexo regulador é o maestro de uma grande orquestra assistencial. Você pode ter pessoas tocando diferentes instrumentos, mas quem rege a orquestra é o regulador. E quando a gente vê no slide aquela questão de cuidar da trajetória do paciente, é exatamente isso que a gente busca, mas em cenários diferentes”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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