Mato Grosso

Livro premiado pela Secel integra projeto literário com adolescentes em medida socioeducativa

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A “Premiação Marília Beatriz, edição Política Nacional Aldir Blanc de (PNAB)”, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está ajudando a dar visibilidade ao trabalho de prevenção à violência sexual infantil em Mato Grosso. Contemplado na seleção pública, o livro “Mosi, a Professora que Observava” integra projeto literário desenvolvido no Centro de Atendimento Socioeducativo de Rondonópolis, a partir desta sexta-feira (6.2).

Escrito pela jornalista Jakeline Sol, a obra premiada está incluída em uma coletânea composta por 8 livros, que trazem histórias reais de forma lúdica e educativa, ensinando crianças e adolescentes a nomear o que sentem e a reconhecer situações de abuso e de exploração sexual.

“O reconhecimento da Secel e da bancada avaliadora mostra que o governo estadual está acolhendo uma causa urgente em Mato Grosso. Criança informada é criança protegida. Quanto mais orientações a criança e o adolescente tiver, mais preparadas estarão para desenvolver autoproteção”, destaca a autora.

Em “Mosi, a Professora que Observava” é narrada a história da professora Simone Rissato, de Rondonópolis, cuja sensibilidade ajudou a proteger seus alunos.

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“Como professora, sinto uma emoção profunda e um senso de propósito renovado ao ver esta obra receber reconhecimento literário em Mato Grosso. Obras como esta são ferramentas poderosas. Elas dão visibilidade a uma realidade que, infelizmente, está mais próxima de nossas crianças do que gostaríamos de admitir”, comenta Simone.

O livro fará parte de um dos módulos do projeto literário “Morigerantes do Amanhã”, que será realizado em 24 encontros, durante seis meses, com adolescentes em medida socioeducativa no Centro de Atendimento de Rondonópolis. Além de promover reflexão e aprendizados por meio dos textos literários, a iniciativa busca desenvolver a leitura e a escrita.

Premiação Marília Beatriz

A “Premiação Marília Beatriz” foi promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) por meio de edital da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com investimento total de R$ 575 mil, a seleção pública premiou 20 obras literárias e projetos de fomento à literatura em Mato Grosso.

O edital homenageia a professora e escritora Marília Beatriz de Figueiredo Leite, incentivadora da literatura, que morreu em 2020, em decorrência da covid.

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“A premiação simboliza o reconhecimento da qualidade artística e literária de autores do nosso Estado, e também de iniciativas que foram realizadas para incentivar o hábito da leitura. Mais do que parabenizar e agradecer, estamos premiando livros e projetos que enriqueceram a cena cultural mato-grossense”, destaca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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