Mato Grosso

Idosos do Muxirum Digital visitam mostra de ciências e destacam oportunidade de conhecer trabalhos e experiências inovadoras

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Os idosos participantes do Projeto Muxirum Digital, da turma Asilo Santa Rita, tiveram a oportunidade de visitar a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Mato Grosso realizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). A visita guiada ocorreu nesta quinta-feira (23.10) e os idosos destacaram como o Muxirum tem oportunizado acesso a tecnologia e inovação para o grupo.

A primeira parada da visitação foi no MT Ciências, uma estrutura itinerante composta por uma carreta adaptada com quatro salas temáticas. No espaço, idosos vivenciaram uma experiência imersiva sobre propriedades da luz, projeções em 3D, óculos de realidade virtual e diversas tecnologias do presente e projetadas para o futuro.

Uma das participantes, Alice Roberta Araújo, 80, afirmou que gostou muito de participar e saiu com a sensação que pode pela primeira vez estar do outro lado da ciência. “Hoje nós fomos convidados a estar aqui no Centro de Eventos Pantanal. Eu gostei muito da experiência, estar do outro lado da tecnologia é muito bacana. Me diverti com os experimentos da eletricidade, o aparelho de som. E esse tipo de coisa estar assim tão perto e a gente poder visitar é maravilhoso”, contou a idosa.

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Outro ponto visitado foi a Mostra Estadual de Ciência e Tecnologia (Mecti), onde alunos e professores de diversas instituições expõem suas pesquisas e trabalhos em desenvolvimento. Após conhecer os trabalhos, a idosa Elyria Bianchi, 65, parabenizou os pesquisadores.

“A Seciteci está de parabéns. Eu não imaginava que houvesse isso em Cuiabá. Estou impressionada com o investimento do estado em realizar algo tão importante, incentivar os alunos a produzirem tanta coisa, tantas pesquisas. O carreta, os protótipos, tudo é muito interessante. Uma coisa extraordinária, só temos a agradecer, eu não conhecia o evento e estou impressionada”, salientou a idosa.

Milton Barbosa, 76, outro participante da turma, completou que a visita também foi uma oportunidade de aprendizado. “Vimos aqui tantas coisas interessantes e diferentes, coisas boas para aprender, entender mais sobre o assunto, que agora que estamos nos familiarizando com o Muxirum. Também gostei muito do grupo que nos dá aula, ter nos trazido para a semana, ter se lembrado de nós”, disse Milton.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a presença dos participantes do Projeto Muxirum Digital é uma estratégia fundamental para a popularização da ciência de forma eficaz. “Nossos idosos têm se destacado pela dedicação e evolução durante as aulas do Muxirum Digital. Levá-los para participar da SNCT é demonstrar quantas possibilidades existem no universo da ciência, tecnologia e inovação no qual eles estão se adaptando”, finalizou o secretário.

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Evento Nacional

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é o maior evento de popularização da ciência do Brasil, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Criada em 2004, chega, em 2025, à sua 22ª edição, celebrando duas décadas de história em que já contou com mais de um milhão de participantes em todo o país. Com ações presenciais e digitais em todos os estados, a SNCT promove o acesso democrático ao conhecimento, estimula a curiosidade científica e integra escolas, universidades, institutos de pesquisa, museus, empresas, governos e sociedade civil.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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