Dois estudantes da Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici, localizada em Cuiabá, foram empossados como deputados jovens da 9ª Legislatura do programa Parlamento Jovem, promovido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A cerimônia de posse foi realizada na quinta-feira (24.4), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na sede da ALMT.
Maria Júlia Arjona Wansch e Danilo Henrique Pedroso da Silva, estudantes do 9º ano, agora integram o grupo de 24 alunos das redes pública e privada de ensino eleitos para o biênio 2025/2027. Nesta legislatura, foram escolhidos 13 meninos e 11 meninas, representando 20 diferentes escolas dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
A eleição contou com a participação expressiva de mais de 2,3 mil votantes, que registraram seus votos por meio do site oficial da ALMT. A conquista dos estudantes da escola militar Dom Pedro II, em meio a tantos candidatos, reafirma o protagonismo da instituição no incentivo à cidadania e à formação de jovens líderes comprometidos com a sociedade, de acordo com o coronel BM Sandro dos Santos Caillava, diretor da Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici.
“Esse projeto é incrível porque coloca os alunos no lugar do legislador. Eles vivenciam a diplomação, a posse e até simulam o trabalho de um deputado. Aprender sobre democracia, debate e cidadania na prática é algo que vai marcar a formação deles. E, claro, reforça o compromisso da nossa escola em formar não só bons estudantes, mas cidadãos conscientes e líderes. É uma vitória não só deles, mas de toda a comunidade escolar. Estamos torcendo para que aproveitem essa experiência ao máximo e levem esse aprendizado para a vida”, afirmou o coronel.
Durante os dois anos de mandato, os jovens deputados poderão participar de sessões plenárias, acompanhar o trabalho de parlamentares, visitar órgãos públicos estaduais e apresentar propostas de projetos de lei. O programa também prevê uma visita à capital federal, Brasília, com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Para a estudante Maria Júlia é uma alegria participar dessa iniciativa que fortalece a formação cidadã e política dos estudantes, incentivando o protagonismo juvenil. “O Parlamento Jovem é um ótimo projeto, pois dá voz aos alunos que muitas vezes não têm a oportunidade de se expressar”, afirmou.
Já Danilo Henrique destacou que o programa é uma experiência única para vivenciar o processo democrático e compreender melhor o funcionamento do Poder Legislativo. “Acho o Parlamento Jovem excelente, pois dá voz aos jovens e aborda temas importantes como sociedade, cultura, educação e saúde”, afirmou.
E a experiência de Danilo como legislador promete ser ainda mais completa, já que ele foi eleito para compor a Mesa Diretora do Parlamento Jovem, assumindo o cargo de 4º secretário. A eleição da Mesa ocorreu logo após a cerimônia de posse dos 24 estudantes. Ao todo, três chapas foram inscritas para a disputa, sendo eleita a chapa “Voz Ativa”, da qual Danilo faz parte.
A Mesa Diretora ficou composta por: Yasmin Vitória Souza Dias (presidente), Melissa Monaski Conceição (1ª vice-presidente), Ana Júlia de Almeida Neponoceno (2ª vice-presidente), Daniel Piter Rodrigues Wolinger (1º secretário), Alfredo Augusto Pontin (2º secretário), Jhully Cristine Ferreira Fernandes de Morais (3ª secretária) e Danilo Henrique Pedroso da Silva (4º secretário).
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade