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Escolas estaduais de MT têm até sexta-feira (24) para se inscrever na Olímpiada Brasileira de Estatística

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Escolas estaduais de Mato Grosso podem participar da Olimpíada Brasileira de Estatística 2026, que está com inscrições abertas até esta sexta-feira (24.4). A competição nacional busca estimular o interesse dos estudantes do ensino médio pela análise de dados, raciocínio lógico e interpretação de informações.

A olimpíada é uma iniciativa educacional que integra projetos pedagógicos complementares e tem como foco preparar os alunos para compreender fenômenos sociais, científicos e tecnológicos em uma sociedade cada vez mais orientada por dados.

A participação ocorre exclusivamente por meio das escolas, que devem indicar um professor coordenador responsável pelo processo de inscrição e acompanhamento dos estudantes ao longo da competição.

O processo de inscrição é dividido em duas etapas: pré-inscrição e confirmação. A pré-inscrição deve ser realizada até o dia 24 de abril, com o envio dos dados da escola, do professor responsável e da planilha com os estudantes participantes.

Para escolas públicas, a participação é gratuita, com possibilidade de solicitar apoio para impressão das provas, conforme critérios da organização. Já as instituições privadas devem cumprir também o prazo de pagamento para validação da inscrição.

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A competição é estruturada em duas fases presenciais. A primeira fase, de caráter eliminatório, será composta por uma prova objetiva com 20 questões de múltipla escolha. Já a segunda fase, classificatória, contará com questões dissertativas que exigem análise mais aprofundada dos conteúdos.

As avaliações são aplicadas nas próprias unidades escolares, sob responsabilidade da equipe pedagógica, garantindo organização, segurança e cumprimento das orientações da comissão organizadora.

A olimpíada também prevê premiação com medalhas de ouro, prata e bronze, além de certificados para todos os participantes. A classificação considera, de forma separada, estudantes de escolas públicas e privadas, promovendo maior equidade.

Além de reconhecer o desempenho acadêmico, a OBE contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como pensamento crítico, tomada de decisão baseada em evidências e resolução de problemas, fortalecendo o ensino de Estatística na educação básica.

Cronograma
• 09/03 a 24/04/2026 – Período de pré-inscrição
• Até 24/04/2026 – Envio da planilha de estudantes
• Até 02/05/2026 – Prazo de pagamento (escolas privadas)
• Após validação – Confirmação das inscrições
• 24 a 30/05/2026 – Aplicação da 1ª fase (prova objetiva)
• 20 a 24/07/2026 – Divulgação dos classificados para a 2ª fase
• 30/08 a 05/09/2026 – Aplicação da 2ª fase (prova discursiva)
• 07 a 11/12/2026 – Divulgação dos resultados finais

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Mais informações podem ser acessadas no site oficial da olimpíada.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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