Mato Grosso

Escola de Governo de MT abre inscrições para oficina sobre inclusão e acessibilidade na Comunicação Pública

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A Escola de Governo, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), realizará uma capacitação para servidores que atuam na Comunicação Pública do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso. São ofertadas 40 vagas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 21 de janeiro, lembrando que no caso de preenchimentos dessas vagas, o período de inscrição será encerrado. Faça aqui a sua inscrição.

A capacitação será realizada no dia 30 de janeiro, das 14h às 18h, com carga horária de 4 horas, presencialmente na sede da Escola de Governo, no Complexo Seplag.

O público-alvo são jornalistas, publicitários, profissionais de relações públicas, designers institucionais, profissionais de Tecnologia da Informação (TI), cerimonialistas, estagiários, além de servidores e servidoras que atuam diretamente na Comunicação Pública do Estado.

A formação, ministrada pela professora Giselly Gomes e pelo jornalista Antônio Inácio, englobará atividades dinâmicas, conceitos fundamentais de acessibilidade e inclusão, legislação, princípios e boas práticas de comunicação na administração pública.

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“Não existe inclusão sem acessibilidade. Quando pensamos em comunicação pública, precisamos garantir que as pessoas consigam acessar, compreender e se reconhecer nos conteúdos que produzimos”, destacou a servidora pública, ressaltando que acessibilidade e inclusão são conceitos distintos, complementares e que devem caminhar lado a lado no compromisso do Estado com a sociedade.

Com isso, busca-se dar condições para que esses participantes, enquanto servidores, colaborem para mitigar ou eliminar barreiras que dificultam o acesso da população às informações e aos serviços governamentais.

Já o jornalista acrescentou que a oficina tem como perspectiva a elaboração de uma proposta de curso para o aprofundamento sobre o tema. “Os currículos acadêmicos dos cursos de Comunicação geralmente não contam com disciplinas que tratam dessa temática, produzindo lacunas que impactam na atuação profissional. Então, o que procuraremos fazer durante esse segundo momento também visa preencher essa lacuna”, prospectou o servidor.

Período de inscrição: 13 a 21 de janeiro (online)

Link para inscrição

Mais informações: [email protected]

Data da oficina: 30 de janeiro

Onde: Escola de Governo de MT (presencialmente), Complexo Seplag-MT

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Endereço: Rua C, Centro Político Administrativo, Bloco III, CEP: 78049-005, Centro Político Administrativo, Cuiabá – MT

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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