O governador Mauro Mendes recebeu, nesta segunda-feira (16.6), uma homenagem da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), durante o “Cotton Brazil Outlook Korea”, em Seul, na Coreia do Sul, pelo reconhecimento do trabalho realizado no Estado em promover a cultura do algodão e abrir mercados para o setor.
O evento reuniu o setor produtivo do algodão e compradores da Coreia do Sul e foi uma iniciativa para promover o algodão brasileiro no mercado internacional e fortalecer a relação com o mercado coreano.
“Essa homenagem é pelo reconhecimento do trabalho realizado no estado, com o objetivo de promover a cultura do algodão e abrir mercados para o setor”, afirmou o diretor da Abrapa na Ásia, Marcelo Duarte.
Durante o evento, Mauro Mendes apresentou os dados do estado, que é o maior produtor de algodão do país, representando 70% da produção nacional.
“A Coreia do Sul é um importante parceiro comercial do Brasil. Praticamente 60% de todo algodão que ela compra vem do Brasil. É uma grande oportunidade para conectar a nossa capacidade produtiva do Brasil com esse importante mercado asiático. Estamos aqui com grandes players da área do setor têxtil, grandes produtores de algodão do Brasil e quando se conectam essas duas pontes da cadeia, há grandes chances de gerar investimento para o Brasil, para Mato Grosso, e oportunidades para os compradores da Coreia”, ressaltou o governador, acrescentando ainda que o papel dele enquanto gestor público é justamente contribuir na abertura de mercado e atrair investimentos.
O diretor da Abrapa na Ásia destacou toda a qualidade do produto, não só do estado, mas que o país produz. “Nosso algodão tem qualidade, é sustentável e a maioria das nossas fazendas tem certificação”, afirmou. Duarte ainda apresentou os dados e perspectivas da produção brasileira, a logística de escoamento da produção, entre outros pontos que tornam o algodão do Brasil competitivo internacionalmente.
Iniciativa
O evento é uma iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) com Apex Brasil e Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) para promover o algodão brasileiro globalmente. Esses como esse já foram realizados na China e Vietnã. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), também participa da comitiva que está dialogando com o setor da Ásia, na busca por estreitar relações.
Na Coreia, o evento é realizado em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK), principal entidade representativa da indústria têxtil sul-coreana. Essa entidade representa empresas que correspondem a 84% do consumo total de algodão no país.
Também participaram do evento os deputados Beto Dois a Um e Ondanir Bortolini (Nininho), os secretários de estado Rogério Gallo (Fazenda), César Roveri (Segurança), Laice Souza (Comunicação) e Basílio Bezerra (Planejamento), o promotor de Tribunal de Contas do Estado, Alisson Alencacr, além de representantes da Embaixada do Brasil na Coreia.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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