Mato Grosso

SES apresenta investimentos em audiência na Assembleia Legislativa

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou os balancetes financeiros e orçamentários do terceiro quadrimestre de 2025 em audiência pública da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, realizada nesta quinta-feira (30.4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A chefe do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) da SES, Claudete de Souza, destacou que o percentual de investimento aplicado em saúde aumentou de 12,21%, em 2018, para 16,73%, em 2025. Além disso, Mato Grosso lidera o ranking da região Centro-Oeste, seguido por Goiás (15,36%), Distrito Federal (14,57%) e Mato Grosso do Sul (12,26%).

“A evolução da aplicação em saúde neste período foi de 4,52 pontos percentuais de aumento, chegando a 16,73% em 2025. Nenhum Estado do Centro-Oeste aplica mais do que Mato Grosso, o que é muito representativo, porque o mínimo constitucional é 12%. Ao todo, foram aplicados R$ 5,6 bilhões na área de saúde em 2025”, avaliou.

Conforme a assessora, Mato Grosso apresentou um plano robusto de ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelo SUS entre 2019 e 2025, com aumento de 94% na capacidade total. O número de leitos de UTI no Estado subiu de 438 leitos, em 2019, para 850 leitos, em 2025.

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A assessora detalhou o montante e fonte dos recursos, citou diversas ações da Secretaria que evidenciam o desempenho e a efetividade da SES. “O resultado foi o fortalecimento do Sistema Único de Saúde em Mato Grosso, com ampliação do acesso, melhoria da assistência e bases mais sólidas para avanços futuros”, acrescentou.

Claudete também mostrou a evolução dos repasses aos municípios, com um crescimento de 226,8%: passou de R$ 327 milhões, em 2019, para R$ 1 bilhão, em 2025.

A audiência foi conduzida pelo presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio, e contou com a presença dos secretários adjuntos da SES Anderson Martins (Aquisições e Contratos), Fabiana Bardi (Complexo Regulador), Ivone Rosset (Orçamento e Finanças), Patrícia Neves (Unidades Especializadas) e Mara Penha (Gestão Hospitalar).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

CGE aplica multa a consórcio por registros fictícios de atendimento no Ganha Tempo

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A Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) aplicou multa administrativa de R$ 489.615,75 ao consórcio Rio Verde por irregularidades na execução do contrato de gestão das unidades do Ganha Tempo. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (16.6).

A penalidade decorre de processo administrativo de responsabilização instaurado em 2021 com base na Lei Anticorrupção (Lei Federal nº 12.846/2013), para a apuração de fraudes relacionadas à emissão de senhas de atendimento sem a efetiva prestação dos serviços entre os anos de 2019 e 2020.

A multa aplicada foi calculada com base em 20% do faturamento bruto do consórcio no ano de instauração do processo, somado ao valor da vantagem indevidamente auferida. O montante será atualizado monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde dezembro de 2019 até a data do efetivo pagamento.

Além da multa, a decisão determina que a empresa publique o extrato da condenação em sua sede física ou em seu site institucional e estabelece a proibição de contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a CGE-MT.

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Senhas fictícias

Pelo modelo contratual adotado (Contrato nº 62/2017), a concessionária era remunerada conforme a quantidade de atendimentos realizados. Dessa forma, a inserção de registros fictícios gerava cobranças indevidas ao Estado e aumentava artificialmente a remuneração da empresa.

As irregularidades chegaram ao conhecimento do Governo de Mato Grosso por denúncias encaminhadas à Ouvidoria do Estado. Os fatos foram apurados em auditorias realizadas pela CGE-MT e em estudos técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), gestora do contrato de parceria público-privada (PPP).

As investigações apontaram o registro de atendimentos fictícios mediante a inserção de CPFs inválidos ou inexistentes nos sistemas informatizados, com o objetivo de simular atendimentos e elevar indevidamente os valores pagos à concessionária. Também foram identificadas práticas que dificultavam as atividades de fiscalização, comprometendo a confiabilidade e a rastreabilidade dos registros utilizados para o controle contratual.

O contrato com a concessionária foi anulado em abril de 2021 após decisão judicial no âmbito da Operação “Tempo é Dinheiro”. Desde então, a Seplag passou a executar a gestão das unidades do Ganha Tempo em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Sinop e Barra do Garças.

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Confira aqui o extrato da decisão.

Fonte: Governo MT – MT

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