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Destaque na Expo Favela MT, trancista de Mato Grosso chega à final de desafio nacional

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A empreendedora de Mato Grosso, Diela Nhaque, é finalista na “Expo Favela Brasil – O Desafio 2025″ e disputa o voto do público até sexta-feira (19.12) por meio do site gshow.com/edecasa. Para chegar ao Top 2 no principal palco do empreendedorismo de favelas do país, a trancista se destacou na Expo Favela MT, viabilizada com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

“Graças ao apoio do Governo de Mato Grosso conseguimos realizar a edição mato-grossense, que além de formação e diálogos, oportunizou a seleção de representantes do Estado para a edição nacional. E agora, Diela está aí, levando ainda mais longe a força e a criatividade da nossa comunidade”, destacou o presidente da Central Única das Favelas de Mato Grosso (Cufa-MT), Anderson Zanovello.

Promovido pela Cufa-MT, o evento em Mato Grosso reuniu talentos do setor de economia criativa local, em outubro deste ano. Nessa fase regional, empreendedores locais expuseram seus produtos ou serviços, participaram de mentorias e tiveram a chance de se apresentar a investidores e especialistas.

Na lista de empreendedores estiveram 40 negócios inovadores, incluindo projetos sociais, startups, culinária, beleza, arte, cultura, ciência e educação. Destes, 10 foram selecionados para representar Mato Grosso na Expo Favela Brasil, que reuniu mais de 70 empreendedores de territórios favela de 14 estados do país, entre os dia 29 e 30 de novembro, em São Paulo (SP).

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Após uma rigorosa curadoria que avaliou o impacto, a escalabilidade e a inovação dos negócios apresentados, o Diela ficou entre os Top 10 Empreendedores do Brasil, garantindo vaga em um reality show com cobertura nacional na TV Globo.

E no último sábado (13.12), a empreendedora foi anunciada como finalista do evento nacional, ao lado da artista plástica May Ramasine, do Rio de Janeiro (RJ). O prêmio para a campeã da “Expo Favela Brasil – O Desafio 2025” é de R$ 100 mil.

“Para nós, da Secel, é um orgulho fazer parte dessa iniciativa. Estamos na torcida por Diela e convocamos toda a população de Mato Grosso a votar. Vamos lá, a votação está aberta, nossa representante está mostrando ao país a potência e o talento da periferia mato-grossense e precisa do voto de todos para ser campeã!”, convoca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

A votação está aberta até sexta-feira (19) pelo link aqui . A vencedora será conhecida ao vivo, no sábado (20), durante o programa É de Casa.

A Trancista

Diela Tamba Nhaque é uma referência no empreendedorismo de impacto social e na valorização da cultura afro-brasileira. Nascida na Guiné-Bissau e radicada em Cuiabá, Diela é formada em Serviço Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atuou na área social, paralelamente começou a trançar cabelos de amigas e conhecidas.

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Em 2018, com o aumento da demanda, fundou o Diela Tranças e Cultura Afro. O negócio nasceu com o propósito de oferecer acolhimento, valorização da identidade negra e fortalecimento da autoestima de mulheres negras e periféricas.

A vivência no salão revelou a necessidade de formar ouras mulheres para que também pudessem gerar renda e independência. A partir daí, Diela deu início ao D’Jombai, método próprio de formação de origem africana, em que as mulheres se reúnem para troca de conhecimentos.

Entusiasmada com a experiência que a Expo Favela MT lhe proporcionou, a trancista migrante e periférica chama a todos para votar, compartilhar e chamar mais gente para a torcida.

“O meu amor por Mato Grosso é maior do que qualquer palavra pode descrever, é ancestral. Eu não tenho palavras para agradecer todos os apoios que recebi até aqui. Cada apoio fortalece essa história que já impacta vidas e continua abrindo portas. E agora preciso ainda mais da força de vocês, precisamos votar muito. Essa vitória não é só minha, ela é coletiva”, reforça.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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