Um homem de 32 anos condenado a seis anos de prisão por roubo foi preso durante a fiscalização da Operação Integrada Sonora, realizada na noite deste sábado (06.4), no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.
O mandado de prisão foi cumprido após denúncias de perturbação do sossego público em um bar. O foragido da Justiça foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá, em setembro do ano passado, por roubo de veículo majorado, com emprego de menor, em 2012.
A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), tenente coronel PM Monalisa Furlan, destacou que ao longo dos anos a Operação Integrada Sonora vem cumprindo um papel fundamental para a sociedade
“Durante as operações buscamos priorizar locais em que há incidência maior de denúncias, e pontos em que a perturbação do sossego envolve outros delitos. São realizadas revistas e checagem das pessoas que se encontram no local fiscalizado, o que torna possível identificar envolvidos em crimes, agindo também preventivamente”, destacou.
“Temos algumas praças e espaços esportivos em Cuiabá que eram tomados por eventos regados a substâncias ilícitas e músicas de apologia ao crime, e que hoje voltou a ser frequentada por famílias com suas crianças brincando tranquilamente”, acrescentou.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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