Um homem, 42 anos, suspeito de perseguir uma adolescente, de 14 anos, foi preso nesta terça-feira (26.8) em Alto Boa Vista (971 km de Cuiabá) com auxílio de câmeras do programa Vigia Mais MT.
As imagens da câmera, instalada em frente à escola da vítima, mostram o suspeito abordando a adolescente. A estudante procurou a equipe da Polícia Militar que cumpria plantão em frente à escola e pediu ajuda.
A vítima relatou que há dias o suspeito a perseguia no caminho de sua casa para a escola, que ele teria gesticulado sinais de beijos, falado que tinha um presente para ela e teria a convidado para ir a sua casa.
O policial abordou o suspeito e com ele encontrou um presente que supostamente estaria sendo utilizado para atrair a vítima.
O suspeito recebeu voz de prisão por “stalker”, perseguição reiterada, e foi encaminhado à Delegacia de Polícia. Ele já possuía passagens por crimes relacionados a Violência Doméstica e tráfico de drogas.
As imagens foram colocadas à disposição da Polícia Civil para servir como prova durante a investigação sobre o caso.
A câmera que gravou o suspeito perseguindo a estudante foi instalada em frente à escola da vítima, graças uma parceria das secretarias de Educação e de Segurança Pública de Mato Grosso.
A parceria, firmada em 2024, permitiu a instalação de mais de 5,5 mil câmeras do programa Vigia Mais MT nas escolas estaduais dos 142 municípios do estado.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade