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Miguel Vaz participa de evento que marca início da construção da 1ª Ferrovia Estadual

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Cerimônia realizada em Rondonópolis, na manhã desta segunda-feira (07), marcou o início da construção da 1ª Ferrovia Estadual que, em um de seus dois trechos, chegará a Lucas do Rio Verde. Por meio dos trilhos, o transporte da produção luverdense se conecta à malha ferroviária nacional até chegar ao porto de Santos, em São Paulo.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, participou do ato solene junto do governador Mauro Mendes, ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e autoridades.

Conforme a Rumo, empresa que tem a autorização para explorar os 730 km da malha ferroviária, os trilhos passarão por 16 municípios do estado até Cuiabá e Lucas do Rio Verde. A obra começou por um trecho de 8,6 km e pela construção de viaduto na imediação do terminal de grãos, em Rondonópolis.

“Esse ato significa uma nova era para o nosso estado. A ferrovia, conectada a outros modais, vai garantir mais agilidade e competitividade à nossa produção”, destaca o prefeito Miguel Vaz.

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Além de escoar a soja e o milho, a ferrovia traz uma diversidade de produtos, além de bens de consumo e industrializados.

“Quando falamos em investimentos ferroviários, não estamos apenas cuidando da atividade econômica, da produção. Estamos cuidando das vidas de milhares de pessoas que passam por essa estrada [BR-163] e que terão muito mais segurança”, afirma o governador Mauro Mendes.

Durante a construção, a expectativa é que mais de 236 mil postos de trabalhos sejam criados de maneira direta, indireta e induzida.

A previsão é que todo o traçado – Rondonópolis a Cuiabá / Rondonópolis a Lucas do Rio Verde – seja concluído em 8 anos. (Com Secom-MT)

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Sérgio Ricardo pede cautela em investigação da Operação Heritage e defende presunção de inocência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

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O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

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A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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