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Candidata do PL acusa partido de perseguição após ser impedida de entrar na sede da legenda

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A influenciadora Vanessa Silva, conhecida como “Negona do Bolsonaro”, afirmou que foi impedida de entrar na sede do Partido Liberal (PL), no Rio de Janeiro, na sexta-feira (4). Candidata da legenda ao Congresso, ela publicou um vídeo nas redes sociais no qual relata ter sido barrada por cinco seguranças na entrada do edifício.

Segundo Vanessa, ela havia ido ao local para buscar informações sobre sua situação dentro do partido e conversar com representantes da legenda. A candidata afirmou que tentou acessar as dependências do PL, mas recebeu mais de uma negativa dos funcionários que estavam no hall.

Em um dos momentos registrados no vídeo, Vanessa relata que os seguranças teriam formado uma barreira para impedir sua passagem.

“Formou-se um paredão com cinco, cinco seguranças aqui, e eu pedi pra que nenhum deles tocasse em mim”, afirmou.

A candidata classificou o episódio como uma humilhação e utilizou palavras duras para descrever a forma como diz ter sido tratada.

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“Eu fui tratada como um bolo de merda aqui dentro do Partido Liberal. Isso é inadmissível, tô sem voz”, declarou.

Candidata quer imagens das câmeras

Vanessa afirmou que pretende recorrer à Justiça para ter acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. De acordo com a candidata, os registros poderão esclarecer o que aconteceu e comprovar sua versão sobre a abordagem dos funcionários.

Ela também anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência sobre o episódio.

A influenciadora associou o caso a uma suposta perseguição contra integrantes da base bolsonarista dentro do PL. “Diversos bolsonaristas, amigos de Jair Messias Bolsonaro, estão sendo humilhados no Partido Liberal”, afirmou.

Crítica à relação com o PL

Durante o vídeo, Vanessa lembrou que sua filiação ao partido ocorreu por influência do ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou o peso político do ex-presidente para o crescimento da legenda.

Ela afirmou ainda que sempre teria sido bem recebida por Bolsonaro e fez uma comparação entre o tratamento que diz ter recebido dele e a situação vivenciada na sede partidária.

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O episódio ocorre após a Justiça Eleitoral impedir que Vanessa utilizasse o sobrenome Bolsonaro em seu nome de urna, uma decisão que também repercutiu entre seus apoiadores.

Dificuldades na campanha

Além da denúncia contra a estrutura partidária, Vanessa relatou dificuldades para manter a própria campanha eleitoral.

Segundo ela, a situação financeira pode levá-la a encerrar contratos com prestadores de serviço, devolver veículos utilizados na campanha e até deixar o comitê para continuar as atividades de casa.

A influenciadora afirma ser segunda suplente de vereadora no Rio de Janeiro e diz representar uma parcela da militância bolsonarista e trabalhadores que, segundo seu relato, não encontram espaço dentro da estrutura partidária.

Agora, Vanessa pretende levar o caso às autoridades e buscar as imagens de segurança para sustentar a versão apresentada nas redes sociais.

 

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Presa pela PF, sócia do Tatu Bola quebra o silêncio e diz que teve imagem associada a fatos que não representam sua trajetória

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A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro se manifestou publicamente após ser presa pela Polícia Federal durante a Operação Bóreas, deflagrada em 25 de agosto. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que teve o nome e a imagem relacionados a fatos que, segundo ela, não correspondem à trajetória construída ao longo de sua vida pessoal e profissional.

Sócia do bar Tatu Bola, na Praça Popular, em Cuiabá, Thatiana explicou que não pretende comentar detalhes da investigação porque o caso tramita sob sigilo na Justiça.

“Existe uma investigação que corre em sigilo, em segredo de Justiça. E justamente respeitando todo o Poder Judiciário, como advogada e professora universitária que já entrou em sala de aula para falar sobre o devido processo legal, sobre sigilo, sobre a liberdade de imprensa de maneira responsável é que me abstenho de falar dessa investigação”, declarou.

“Os dias mais difíceis da minha vida”

No pronunciamento, a empresária afirmou que os últimos dias foram os mais difíceis de sua vida. Ela também fez questão de destacar a trajetória construída em Mato Grosso, onde vive há 25 anos.

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“A história da Thatiana não começou semana passada. Ela começa há 40 anos, dos quais 25 anos são no estado de Mato Grosso”, afirmou.

Thatiana também agradeceu as manifestações de apoio recebidas desde a deflagração da operação. Entre as pessoas citadas estão funcionários e ex-funcionários, amigos, clientes e ex-alunos.

A manifestação ocorre após a repercussão da prisão e das medidas determinadas pela Justiça Federal no âmbito da investigação.

Investigação da Polícia Federal

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Bóreas investiga uma organização suspeita de utilizar aeronaves e pistas clandestinas para o transporte internacional de drogas e armas.

Durante as buscas realizadas na residência de Thatiana, os policiais apreenderam R$ 84,8 mil em dinheiro, além de um celular, um veículo e joias.

A prisão preventiva foi revogada pela Justiça Federal em 27 de agosto. A decisão, no entanto, estabeleceu medidas cautelares que devem ser cumpridas pela empresária.

Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal à Justiça, proibição de manter contato com outros investigados e restrição para deixar o país.

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A investigação continua sob sigilo, e a manifestação de Thatiana representa sua posição pública diante das acusações investigadas pela Polícia Federal.

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