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“Desumano, mas a verdade vai aparecer”, diz Vorcaro

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Na última sexta-feira (28), o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à Polícia Federal (PF) que passou por uma situação “desumana” após ser preso em novembro de 2025. Durante o depoimento, ele disse ainda manter a esperança de que os fatos sejam esclarecidosAo explicar quando percebeu que a liquidação do Banco Master seria o caminho mais provável, Vorcaro afirmou que isso ocorreu quando já estava preso. Antes disso, ele havia buscado alternativas para evitar o fim das atividades da instituição, segundo afirmou.

– Eu percebi quando eu estava atrás das grades no dia 17 de novembro de 2025, porque naquele dia de manhã eu anunciei ao Banco Central a venda do banco a investidores – declarou.

Vorcaro relatou que, após a negativa da fusão com o BRB, procurou investidores nos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, a intenção era encontrar uma solução privada para o banco e evitar uma nova crise em torno da instituição.

Vorcaro relatou que, após a negativa da fusão entre o Banco Master e o BRB, buscou alternativas privadas para evitar a liquidação. Ele disse ter viajado aos Emirados Árabes Unidos em três ou quatro ocasiões para procurar investidores e afirmou que conseguiu estruturar uma nova proposta em menos de dois meses.

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VEJA QUEM SÃO: Empresários, economistas e personalidades pressionam STF por investigação e código de conduta

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Documento reúne 157 empresários, economistas, juristas, acadêmicos e personalidades e defende investigação célere, afastamento de formalmente investigados e código de conduta para tribunais superiores

Um grupo formado por 157 empresários, economistas, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil tornou público nesta quarta-feira (9) o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”, em meio à crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República.

Entre os signatários estão nomes de grande projeção no cenário nacional, como o apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o ex-presidente do BC Gustavo Franco, o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente e o compositor Nelson Motta.

O documento é acompanhado por uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e cobra uma apuração completa, célere e independente dos fatos e das responsabilidades relacionadas à crise. O texto faz referência às informações que vieram a público no âmbito da investigação envolvendo o Banco Master e afirma que as suspeitas atingem diferentes estruturas do Estado.

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Segundo os signatários, o cenário ultrapassa disputas políticas e coloca em discussão a confiança da população nas instituições. O manifesto sustenta que eventuais relações de proximidade ou interesses particulares não podem interferir nas decisões dos sistemas Judiciário, policial e de controle.

“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado”, afirma o documento, que defende a necessidade de investigação com respeito às garantias do devido processo legal.

Entre as principais reivindicações estão a realização de uma investigação independente, o afastamento cautelar de pessoas que sejam formalmente investigadas e a criação de um código de conduta vinculante para os tribunais superiores e para os órgãos responsáveis pela investigação e acusação.

O manifesto também chama atenção para o calendário eleitoral. Os signatários afirmam que o país está a poucas semanas das eleições presidencial, legislativa e para os governos estaduais, o que, segundo eles, reforça a necessidade de esclarecimento dos fatos antes que as suspeitas aprofundem ainda mais a desconfiança nas instituições.

A iniciativa dá continuidade a uma manifestação divulgada em dezembro de 2025, quando integrantes do mesmo campo de apoio defenderam a criação de um código de conduta para o STF. A nova mobilização, porém, amplia o foco para a integridade das instituições e dos Três Poderes.

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Além de Huck, Trajano e Armínio Fraga, assinam o documento economistas como Ana Paula Vescovi, Elena Landau, André Lara Resende e Pérsio Arida; empresários e executivos como Frederico Trajano, Guilherme Leal, Paulo Kakinoff e Walter Schalka; além de cientistas, juristas e outras personalidades da sociedade civil.

Ao final, os signatários procuram afastar o manifesto de qualquer posicionamento direcionado contra pessoas específicas e afirmam que a iniciativa pretende defender o funcionamento das instituições.

A mensagem central do documento é direta: em uma República, nenhum agente público deve estar acima da lei.

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