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VEJA QUEM SÃO: Empresários, economistas e personalidades pressionam STF por investigação e código de conduta

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Documento reúne 157 empresários, economistas, juristas, acadêmicos e personalidades e defende investigação célere, afastamento de formalmente investigados e código de conduta para tribunais superiores

Um grupo formado por 157 empresários, economistas, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil tornou público nesta quarta-feira (9) o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”, em meio à crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República.

Entre os signatários estão nomes de grande projeção no cenário nacional, como o apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o ex-presidente do BC Gustavo Franco, o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente e o compositor Nelson Motta.

O documento é acompanhado por uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e cobra uma apuração completa, célere e independente dos fatos e das responsabilidades relacionadas à crise. O texto faz referência às informações que vieram a público no âmbito da investigação envolvendo o Banco Master e afirma que as suspeitas atingem diferentes estruturas do Estado.

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Segundo os signatários, o cenário ultrapassa disputas políticas e coloca em discussão a confiança da população nas instituições. O manifesto sustenta que eventuais relações de proximidade ou interesses particulares não podem interferir nas decisões dos sistemas Judiciário, policial e de controle.

“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado”, afirma o documento, que defende a necessidade de investigação com respeito às garantias do devido processo legal.

Entre as principais reivindicações estão a realização de uma investigação independente, o afastamento cautelar de pessoas que sejam formalmente investigadas e a criação de um código de conduta vinculante para os tribunais superiores e para os órgãos responsáveis pela investigação e acusação.

O manifesto também chama atenção para o calendário eleitoral. Os signatários afirmam que o país está a poucas semanas das eleições presidencial, legislativa e para os governos estaduais, o que, segundo eles, reforça a necessidade de esclarecimento dos fatos antes que as suspeitas aprofundem ainda mais a desconfiança nas instituições.

A iniciativa dá continuidade a uma manifestação divulgada em dezembro de 2025, quando integrantes do mesmo campo de apoio defenderam a criação de um código de conduta para o STF. A nova mobilização, porém, amplia o foco para a integridade das instituições e dos Três Poderes.

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Além de Huck, Trajano e Armínio Fraga, assinam o documento economistas como Ana Paula Vescovi, Elena Landau, André Lara Resende e Pérsio Arida; empresários e executivos como Frederico Trajano, Guilherme Leal, Paulo Kakinoff e Walter Schalka; além de cientistas, juristas e outras personalidades da sociedade civil.

Ao final, os signatários procuram afastar o manifesto de qualquer posicionamento direcionado contra pessoas específicas e afirmam que a iniciativa pretende defender o funcionamento das instituições.

A mensagem central do documento é direta: em uma República, nenhum agente público deve estar acima da lei.

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Caso Master: namorada de chefe afastado da PF atuou para empresa investigada

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A jornalista Renata Varandas, namorada do diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atuou em 2026 como representante da Ambipar em reuniões com autoridades do governo federal. A empresa aparece no radar de investigações relacionadas ao caso Banco Master.

As informações foram divulgadas pelo Poder360 com base em registros oficiais do e-Agendas, sistema da Controladoria-Geral da União (CGU) que reúne compromissos de autoridades públicas.

Ao menos quatro reuniões registradas neste ano tiveram a participação de Renata em nome da Ambipar. Em três delas, ela aparece identificada como diretora de Relações Governamentais da multinacional. Em outro compromisso, realizado em nome da Ambipar Participações e Empreendimentos, também consta como representante da empresa.

A primeira reunião ocorreu em 25 de fevereiro, com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na ocasião, o encontro tratou de uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) relacionada a planos de emergência para instalações portuárias com risco de derramamento de óleo.

Em 17 de março, Renata participou de nova reunião sobre o mesmo tema, desta vez com o então presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

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Já em 8 de maio, esteve em uma reunião com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para uma apresentação institucional que contou com representantes da empresa chinesa PowerChina.

O quarto compromisso registrado ocorreu em 20 de julho, no Banco Central. Renata participou de uma audiência com o procurador-geral adjunto da instituição, Erasto Villa Verde de Carvalho Filho, para tratar de assuntos institucionais da Ambipar.

EMPRESA ESTÁ NA MIRA DE INVESTIGAÇÕES

A atuação de Renata para a empresa ganha repercussão diante do fato de a Ambipar ter sido relacionada a investigações envolvendo operações com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

Na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, a Polícia Federal realizou buscas na residência de Luciana Freire Barca Nascimento, que ocupava o cargo de diretora-adjunta da Ambipar.

A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e negócios realizados com o Banco de Brasília (BRB).

Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantém investigação administrativa sobre possíveis irregularidades envolvendo operações com ações da Ambipar realizadas em 2024 e 2025.

RELAÇÃO COM O DIRETOR DA PF

Além da atuação junto à Ambipar, Renata Varandas é sócia da área de comunicação do escritório Figueiredo & Velloso Advogados Associados, onde também passou a atuar no setor de relações governamentais.

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A jornalista apresenta atualmente o programa “Poder em Foco”, do SBT News, entrevistando ministros, parlamentares e outras autoridades.

O vínculo pessoal com Andrei Rodrigues ganhou atenção justamente no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal por 90 dias.

Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, e ordenou a abertura de procedimentos investigatórios para apurar fatos relacionados aos documentos de inteligência analisados no caso.

Apesar da repercussão, a decisão de Mendonça não menciona Renata Varandas nem sua atuação profissional para a Ambipar.

O Poder360 informou que procurou a jornalista para esclarecer a natureza de seu vínculo com a empresa, os serviços prestados, se a atuação ocorreu diretamente ou por meio do escritório de advocacia e se Andrei Rodrigues tinha conhecimento da atividade.

Até a publicação da reportagem, Renata não havia respondido aos questionamentos.

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