Agronegócio

Parlamentares cobram negociação imediata com a China para evitar impacto ao produtor

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a decisão da China de impor cotas às importações de carne bovina brasileira (veja aqui) e afirmou que o tema exige reação rápida do governo para evitar instabilidade no mercado no início de 2026. A medida, já monitorada pelo setor, agora acende um sinal de alerta para o ritmo de abates, formação de preços e renda do produtor.

Segundo a FPA, a prioridade será a abertura imediata de um canal de diálogo com as autoridades chinesas, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Itamaraty e da área de comércio exterior do governo federal. O objetivo é buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor e evitem rupturas em um dos principais destinos da carne bovina brasileira.

A avaliação da bancada é de que decisões unilaterais por parte do principal parceiro comercial do Brasil podem gerar desorganização de mercado, especialmente em um momento de início de ano, quando frigoríficos, pecuaristas e exportadores ajustam fluxo de produção e contratos.

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Além da articulação diplomática, a FPA informou que vai solicitar um levantamento técnico detalhado sobre o comportamento recente das exportações de carne bovina para a China. O diagnóstico deverá embasar a estratégia brasileira nas negociações e ajudar a mitigar riscos de retração nas compras ou formação de estoques excessivos no mercado interno.

Para o setor produtivo, o movimento da China reforça a importância de previsibilidade comercial e de atuação coordenada entre governo e cadeia produtiva. A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer alteração no fluxo de compras tem impacto direto sobre preços pagos ao produtor, ritmo de abate e planejamento da pecuária nacional.

A FPA defende que o Brasil atue de forma técnica e diplomática para preservar o acesso ao mercado chinês, evitando que a medida resulte em pressão adicional sobre a arroba do boi e em perda de renda no campo. O tema deve ganhar prioridade nas agendas do governo e do Congresso nos próximos dias.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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