Agronegócio

Expointer começa sábado e quer movimentar mais de R$ 8 bilhões

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Começa sábado (30.08) em Esteio (25 km da capital Porto Alegre) a 48ª edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. Este ano, o evento contará com 6.696 animais inscritos, divididos entre rústicos, destinados a julgamentos, leilões e provas, e de argola, que participam de avaliações morfológicas.

A expectativa é de repetir o sucesso de 2024, quando a feira movimentou um recorde de R$ 8,1 bilhões em negócios. O que mais impulsionou foi o setor de máquinas e implementos agrícolas que somados comercializaram R$ 7,39 bilhões, seguido pela agroindústria familiar, que registrou R$ 10,9 milhões em receita.

Além da programação de pista, a Expointer reunirá 2.500 expositores, sendo 120 do setor de máquinas e implementos agrícolas e 456 agroindústrias familiares, número recorde de participação nesse segmento. O público terá acesso também a produtos coloniais, artesanato gaúcho, palestras técnicas e demonstrações de tecnologia para o campo. Entre os atrativos está ainda a classificatória aberta do Freio de Ouro, a mais importante competição da raça crioula.

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A agenda cultural prevê mais de 50 apresentações de música e dança, sempre a partir das 14h, no palco montado junto às esferas símbolo da feira. O destaque da abertura é a apresentação da Ópera Gaúcha, que estreia o espetáculo “O Legado de um Povo” no dia 30, às 19h30, na Pista Central.

Serviço

Evento: 48ª Expointer
Data: 30 de agosto a 7 de setembro de 2025
Local: Parque de Exposições Assis Brasil – Esteio (RS)

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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