Agronegócio

Desenrola 2.0 prevê renegociar dívidas de até 800 mil agricultores familiares

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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (04.05) a inclusão de produtores rurais no Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas. A medida estabelece prazo até 20 de dezembro para adesão, com expectativa de atender mais de 800 mil agricultores familiares, principalmente assentados da reforma agrária, e atender cerca de 1,3 milhão de beneficiários até o fim do ano.

O objetivo é permitir a regularização de débitos e viabilizar o retorno desse público ao sistema de crédito, especialmente às linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Instituído pelo Decreto nº 12.381, o Desenrola Rural contempla agricultores familiares, pescadores artesanais, cooperativas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais. O escopo inclui dívidas do Pronaf, crédito de instalação, débitos bancários e valores inscritos na Dívida Ativa da União (DAU).

Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão de ampliar o programa levou em conta a demanda de produtores que não conseguiram aderir à etapa anterior. Na primeira fase, encerrada em janeiro, cerca de 507 mil agricultores foram atendidos.

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A nova etapa mantém o foco na redução da inadimplência e na retomada do acesso ao crédito. Ao regularizar sua situação, o produtor volta a atender aos critérios exigidos pelas instituições financeiras, condição essencial para contratar financiamentos de custeio e investimento.

O governo ainda não detalhou as condições operacionais desta fase, como descontos, prazos e taxas, mas sinaliza que haverá facilidades para liquidação e renegociação dos débitos. Além do meio rural, o Desenrola 2.0 também inclui outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pequenas empresas, dentro de uma estratégia mais ampla de reativação do crédito na economia.

Para acessar o programa ou obter outras informações, CLIQUE AQUI

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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