Agronegócio

Agro deve recuar quase 6% em agosto diante de desafios comerciais

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Projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o volume de exportação de soja em grão para agosto deve ficar entre 7,8 milhões e 8,5 milhões de toneladas, uma queda significativa se comparado aos embarques recordes de julho, que ultrapassaram 12 milhões de toneladas.

Essa redução, comum nesta época do ano por causa da sazonalidade, ocorre em um cenário de pressão adicional, causada pelo aumento das tarifas norte-americanas de até 50% sobre produtos agrícolas brasileiros — medida sem precedentes na história das relações comerciais entre os dois países.

Esse “tarifaço” impõe desafios inéditos para a competitividade do agronegócio nacional, exigindo que produtores e exportadores busquem alternativas para manter a presença nos mercados externos.

Já as exportações de milho seguem trajetória oposta, com previsão de alta robusta em agosto, de 61% na comparação anual, entre 7,1 e 8 milhões de toneladas. O avanço da colheita da segunda safra impulsiona o volume embarcado, à medida que mercados tradicionais, principalmente na Ásia e África, aumentam as compras diante da maior oferta brasileira e preços competitivos.

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O farelo de soja também deve registrar queda em agosto, com estimativa de 1,74 milhão de toneladas, refletindo uma demanda menos aquecida para o produto derivado.

A Anec destaca que a movimentação portuária segue intensa, com os principais terminais no país concentrando o escoamento da soja, milho e farelo, reforçando o papel estratégico do agronegócio para a balança comercial brasileira.

Até julho, o Brasil já acumulava exportação próxima a 80 milhões de toneladas de soja, caminhando para um recorde anual estimado em 110 milhões de toneladas. No milho, a estimativa de safra para 2024/25 foi revisada para 150 milhões de toneladas, com potencial exportador previsto para 45 milhões de toneladas, resultado impulsionado pela segunda safra.

Apesar da expectativa de crescimento no milho, o volume total projetado para agosto, somando soja, milho, farelo e trigo, aponta para uma leve queda na comparação anual, resultado da transição sazonal e dos obstáculos comerciais que permanecem no radar do setor.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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