Agronegócio

ABCZ anuncia mudanças no processo de emissão de certificados RGN

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A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) anunciou nesta segunda-feira (31) mudanças no processo de emissão de certificados de Registro Genealógico de Nascimento (RGN). Com a alteração, os próprios criadores e/ou equipe administrativa da fazenda poderão realizar a impressão dos documentos. 

A mudança, que passa a valer a partir do dia 7, trata-se de uma medida necessária, visto que, por questões legais, não será mais permitido o uso do tradicional ‘selo’ para validar o certificado RGN como um certificado RGD. “O fato é que considerando que esses documentos possuem certificação digital com validade em todo território nacional, eles não podem sofrer modificações, a exemplo da colocação do ‘selo’, devendo o documento impresso corresponder integralmente ao documento digital existente na base de dados do registro genealógico. Em função disso, e para evitar a necessidade de uma duplicidade de impressão, uma para o RGN e outra para o RGD, entendemos que liberar a impressão do RGN para o próprio criador foi a melhor alternativa”, afirma o superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.

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Além de estar alinhada com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a medida ainda traz eficiência e ganhos econômicos para o associado, uma vez que ele pode escolher quantas vezes desejar imprimir o RGN. A novidade atua como uma ação de sustentabilidade, evitando o desperdício de papel. 

Vale ressaltar que a mudança ocorre apenas em relação ao RGN. O RGD passará a ser impresso pela ABCZ. 

Segundo Josahkian, os certificados de RGN emitidos pelo criador possuem um QR Code que permite a qualquer usuário consultar sua legitimidade on-line no banco de dados oficial da ABCZ.

Fonte: AgroPlus

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Agronegócio

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

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Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

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Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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