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Disputa entre Moraes e Mendonça abre nova crise dentro do STF

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A crise provocada pelas investigações relacionadas ao Banco Master ganhou uma nova dimensão dentro do Supremo Tribunal Federal. Segundo informações de bastidores, uma ala de ministros avalia que a decisão de Alexandre de Moraes de pedir a abertura de investigação contra André Mendonça por suposto abuso de autoridade acabou levando o conflito para dentro da própria Corte.

A leitura entre magistrados próximos a Mendonça é de que Moraes estaria tentando colocar diferentes episódios no mesmo contexto para conquistar apoio interno e ampliar a blindagem em torno dos ministros citados nas investigações relacionadas ao caso.

Para esse grupo, porém, as situações envolvendo Mendonça e Moraes não seriam equivalentes.

Inquérito das fake news provoca incômodo

Outro ponto que teria causado desconforto foi a escolha do inquérito das fake news como instrumento para reagir às acusações feitas contra Moraes.

O procedimento, que tramita há anos no STF, é alvo de questionamentos internos e já vinha sendo discutido como um processo que deveria ser encerrado.

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A decisão de Moraes também teria surpreendido integrantes da Corte. Segundo os relatos, ministros esperavam que as acusações apresentadas contra ele fossem esclarecidas diretamente, sem que outros integrantes do Supremo fossem envolvidos no embate.

Banco Master amplia pressão sobre ministros

O episódio ocorre em meio ao avanço das investigações sobre as relações entre autoridades e pessoas ligadas ao Banco Master.

Na decisão, Moraes menciona relatórios de inteligência da Polícia Federal que, segundo ele, apontariam para uma suposta tentativa de direcionamento de provas contra ministros do STF.

Entre os nomes citados estão o próprio Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

O caso também envolve informações sobre familiares de ministros e pessoas ligadas ao sistema financeiro. Moraes, por sua vez, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de informações sobre pagamentos feitos pelo Banco Master ao escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Impeachment entra novamente no debate

A crise também reacendeu a discussão sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

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Aliados de André Mendonça lembram que Alexandre de Moraes é o ministro que concentra o maior número de pedidos de impeachment protocolados no Senado, enquanto Mendonça aparece com apenas um.

O tema ganhou força depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reconhecer que não considera normal a existência de mais de uma centena de pedidos de impeachment contra integrantes do STF.

Apesar da pressão da oposição e de aliados do senador Flávio Bolsonaro, integrantes próximos à presidência do Senado avaliam que, neste momento, a possibilidade de abertura de um processo contra Moraes continua praticamente inexistente.

A disputa, porém, expõe uma situação cada vez mais delicada: o caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação com repercussões individuais e passou a provocar fissuras políticas e institucionais dentro do próprio Supremo.

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Após sair da prisão, professor da UFMT denuncia advogado de estudante à OAB

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O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, apresentou uma representação contra o advogado Yuri Machado, que atua na defesa da estudante que o acusa de assédio. A denúncia foi encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT.

Saulo sustenta que o advogado teria repassado informações relacionadas ao processo, que tramita sob sigilo, a terceiros. A acusação ocorre pouco depois de a Justiça revogar a prisão preventiva do docente.

Yuri Machado nega ter divulgado qualquer informação protegida por sigilo. Segundo o advogado, ele pretende aguardar a manifestação formal do Tribunal de Ética para apresentar sua defesa e demonstrar, por meio de provas, que não foi responsável pelo suposto vazamento.

Como o procedimento tramita no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, as informações e documentos relacionados à representação são tratados de forma sigilosa.

Acusações contra o professor

Saulo Tarso Rodrigues é investigado após uma estudante do curso de Direito relatar episódios que, segundo ela, começaram no primeiro semestre de 2026.

De acordo com o relato apresentado às autoridades, o contato inicialmente mantido entre professor e aluna teria ultrapassado a relação acadêmica. A estudante afirmou que passou a receber convites para sair, mensagens pessoais e outras abordagens que teriam causado desconforto.

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Ainda segundo o relato, após bloquear o professor em um aplicativo de mensagens, a estudante teria sido procurada por outros meios e por intermédio de terceiros.

A vítima também afirmou que o professor teria questionado colegas sobre ela e insistido em estabelecer contato mesmo depois de receber um pedido para que não a procurasse mais.

Diante das acusações, foram solicitadas medidas protetivas. Entre as determinações impostas pela Justiça estão a proibição de aproximação da estudante, de seus familiares e testemunhas, além da restrição de qualquer tipo de contato.

UFMT afastou professor

A UFMT afastou cautelarmente Saulo Tarso Rodrigues em julho, após tomar conhecimento das denúncias.

A universidade informou que instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas ao docente. O afastamento teve caráter preventivo e, segundo a instituição, buscou preservar a estudante enquanto os fatos são investigados.

O caso também envolve uma acusação de descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Conforme informações apresentadas no processo, o professor teria utilizado terceiros para tentar estabelecer contato com a estudante e teria abordado testemunhas.

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Condenação anterior por perseguição

Além da investigação envolvendo a estudante da UFMT, Saulo Tarso Rodrigues possui uma condenação anterior pelo crime de perseguição, conhecido como stalking, contra a ex-esposa.

A sentença foi proferida pela Justiça de Mato Grosso em julho. O professor recebeu pena de 10 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, além de 15 dias-multa.

Na mesma decisão, foi estabelecida indenização de R$ 3 mil por danos morais.

O processo teve origem após o fim de um relacionamento de aproximadamente 13 anos. Conforme a acusação, o professor teria enviado mensagens e e-mails à ex-companheira mesmo depois de ela manifestar que queria limitar o contato a assuntos relacionados aos filhos.

A decisão judicial também registrou relatos de ameaças anteriores e outros elementos apresentados durante o processo.

A nova representação na OAB acrescenta mais um capítulo ao caso envolvendo o professor e ocorre paralelamente às investigações criminais, às medidas protetivas e ao procedimento administrativo instaurado pela UFMT.

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