GERAL

Após sair da prisão, professor da UFMT denuncia advogado de estudante à OAB

Publicado em

O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, apresentou uma representação contra o advogado Yuri Machado, que atua na defesa da estudante que o acusa de assédio. A denúncia foi encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT.

Saulo sustenta que o advogado teria repassado informações relacionadas ao processo, que tramita sob sigilo, a terceiros. A acusação ocorre pouco depois de a Justiça revogar a prisão preventiva do docente.

Yuri Machado nega ter divulgado qualquer informação protegida por sigilo. Segundo o advogado, ele pretende aguardar a manifestação formal do Tribunal de Ética para apresentar sua defesa e demonstrar, por meio de provas, que não foi responsável pelo suposto vazamento.

Como o procedimento tramita no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, as informações e documentos relacionados à representação são tratados de forma sigilosa.

Acusações contra o professor

Saulo Tarso Rodrigues é investigado após uma estudante do curso de Direito relatar episódios que, segundo ela, começaram no primeiro semestre de 2026.

De acordo com o relato apresentado às autoridades, o contato inicialmente mantido entre professor e aluna teria ultrapassado a relação acadêmica. A estudante afirmou que passou a receber convites para sair, mensagens pessoais e outras abordagens que teriam causado desconforto.

Leia Também:  Concerto da Orquestra Sinfônica Jovem de Lucas do Rio Verde acontece neste sábado (05)

Ainda segundo o relato, após bloquear o professor em um aplicativo de mensagens, a estudante teria sido procurada por outros meios e por intermédio de terceiros.

A vítima também afirmou que o professor teria questionado colegas sobre ela e insistido em estabelecer contato mesmo depois de receber um pedido para que não a procurasse mais.

Diante das acusações, foram solicitadas medidas protetivas. Entre as determinações impostas pela Justiça estão a proibição de aproximação da estudante, de seus familiares e testemunhas, além da restrição de qualquer tipo de contato.

UFMT afastou professor

A UFMT afastou cautelarmente Saulo Tarso Rodrigues em julho, após tomar conhecimento das denúncias.

A universidade informou que instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas ao docente. O afastamento teve caráter preventivo e, segundo a instituição, buscou preservar a estudante enquanto os fatos são investigados.

O caso também envolve uma acusação de descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Conforme informações apresentadas no processo, o professor teria utilizado terceiros para tentar estabelecer contato com a estudante e teria abordado testemunhas.

Leia Também:  Criação de um serviço de acolhimento de idosos regionalizado...

Condenação anterior por perseguição

Além da investigação envolvendo a estudante da UFMT, Saulo Tarso Rodrigues possui uma condenação anterior pelo crime de perseguição, conhecido como stalking, contra a ex-esposa.

A sentença foi proferida pela Justiça de Mato Grosso em julho. O professor recebeu pena de 10 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, além de 15 dias-multa.

Na mesma decisão, foi estabelecida indenização de R$ 3 mil por danos morais.

O processo teve origem após o fim de um relacionamento de aproximadamente 13 anos. Conforme a acusação, o professor teria enviado mensagens e e-mails à ex-companheira mesmo depois de ela manifestar que queria limitar o contato a assuntos relacionados aos filhos.

A decisão judicial também registrou relatos de ameaças anteriores e outros elementos apresentados durante o processo.

A nova representação na OAB acrescenta mais um capítulo ao caso envolvendo o professor e ocorre paralelamente às investigações criminais, às medidas protetivas e ao procedimento administrativo instaurado pela UFMT.

Advertisement

GERAL

Advogados condenados por servir como braço jurídico de facção em MT têm recursos barrados pelo STJ

Published

on

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve as condenações de três advogados investigados por suposta atuação em favor de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. Roberto Luis de Oliveira, Hingritty Borges Mingotti e Jessica Daiane Marostica foram condenados no âmbito da Operação Gravatas, deflagrada pela Polícia Civil em 2014.

A decisão mais recente foi proferida em 26 de agosto pela ministra Nilsoni de Freitas, desembargadora convocada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O STJ, no entanto, não analisou o mérito das acusações. Os recursos especiais apresentados pelas defesas foram rejeitados porque, segundo a relatora, não houve impugnação adequada aos fundamentos utilizados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para impedir o prosseguimento dos recursos.

Com isso, permanecem válidas as penas estabelecidas pelo TJMT após a redução das condenações originais. Roberto Luis de Oliveira continua condenado a 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 16 dias-multa, cada um equivalente a cinco salários mínimos.

Leia Também:  Provas do processo seletivo para profissionais da Educação se...

Hingritty Borges Mingotti teve mantida a pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, também em regime inicial semiaberto, além de 15 dias-multa no valor mínimo. Já Jessica Daiane Marostica permanece condenada a 4 anos e 1 mês de reclusão, no mesmo regime, além de 14 dias-multa no valor mínimo.

Na decisão, a ministra destacou que a simples repetição dos argumentos apresentados anteriormente não seria suficiente para superar os motivos que levaram o TJMT a barrar os recursos. Segundo ela, as defesas deveriam ter contestado de forma específica os fundamentos da decisão que impediu o encaminhamento dos recursos especiais ao STJ.

A condenação dos três advogados teve origem na Operação Gravatas, realizada pela Polícia Civil em março de 2014. Conforme as investigações, os profissionais teriam utilizado a atividade jurídica para colaborar com integrantes de uma organização criminosa, inclusive mantendo contato com lideranças que estavam presas.

Segundo o processo, os investigadores identificaram o repasse de informações consideradas estratégicas para a organização, entre elas autos de prisões em flagrante, relatórios policiais, mandados de prisão em aberto e imagens relacionadas a operações das forças de segurança.

Leia Também:  Concerto da Orquestra Sinfônica Jovem de Lucas do Rio Verde acontece neste sábado (05)

As investigações também apontaram que os advogados fariam a intermediação de informações entre integrantes da facção que estavam dentro dos presídios e outros membros presos durante ações da Polícia Militar e da Polícia Civil.

As condenações inicialmente impostas eram mais altas. Hingritty havia recebido pena de 5 anos e 4 meses de reclusão, além de 17 dias-multa. Roberto foi condenado originalmente a 5 anos, 5 meses e 10 dias, mais 19 dias-multa, enquanto Jessica recebeu pena de 4 anos e 8 meses, além de 16 dias-multa.

Ao analisar os recursos de apelação, o TJMT reduziu as penas dos três réus. A decisão, porém, manteve as condenações e o regime inicial semiaberto.

Com a decisão do STJ, permanecem válidas as penas definidas pelo tribunal mato-grossense, enquanto eventuais novos recursos deverão observar os limites estabelecidos pela decisão desta quarta instância.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA