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Pivetta questiona promessa de RGA e cobra origem dos R$ 4 bilhões

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, colocou o custo da Revisão Geral Anual (RGA) no centro do debate eleitoral e cobrou dos adversários a indicação da fonte de recursos para bancar o reajuste dos servidores públicos estaduais. Segundo ele, a medida teria impacto estimado em R$ 4 bilhões por ano, valor que, na avaliação do candidato, poderia comprometer a capacidade de investimento de Mato Grosso.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (3), durante o Diálogos com os Candidatos, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. Sem mencionar diretamente os demais concorrentes, Pivetta criticou propostas eleitorais que, segundo ele, apresentam benefícios ao funcionalismo sem explicar como seriam financiados.

“Quem promete RGA tem que dizer de onde vai tirar o dinheiro”, afirmou.

Pivetta comparou o custo estimado da revisão ao volume anual de recursos disponíveis para investimentos. Para ele, caso os R$ 4 bilhões fossem direcionados ao aumento da folha, o Estado teria de reduzir investimentos em obras e outras áreas.

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“Sabe quanto custa a RGA que estão prometendo? Custa R$ 4 bilhões por ano. Sabe quanto temos para investir? R$ 4 bilhões. Sabe o que vai acontecer? Não vai fazer mais nada”, declarou.

O governador afirmou que não pretende assumir um compromisso com a RGA sem antes avaliar a capacidade financeira do Estado. Disse, porém, que pretende manter os pagamentos dos servidores em dia, valorizar o funcionalismo e abrir diálogo sobre a recuperação salarial.

A discussão, segundo Pivetta, também deveria considerar as diferenças existentes entre as remunerações dentro do serviço público estadual. Ele defendeu uma política de recuperação que priorize servidores com menores salários, em vez de uma correção linear para todas as categorias.

“Tem gente que ganha R$ 40 mil e tem gente que ganha R$ 4 mil. Nós vamos sentar e fazer uma recuperação. Quem ganha R$ 4 mil tem que ganhar mais”, disse.

Ao longo do discurso, Pivetta classificou como “conversa fiada” qualquer promessa de RGA que não venha acompanhada da indicação da fonte de receita. Para o candidato, a discussão eleitoral precisa considerar não apenas o benefício anunciado aos servidores, mas também os efeitos da medida sobre o orçamento e a capacidade de investimento do Estado.

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A declaração coloca a política salarial do funcionalismo entre os temas que devem ganhar espaço na disputa pelo Governo de Mato Grosso, especialmente diante do debate sobre equilíbrio fiscal, investimentos públicos e valorização dos servidores.

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Medeiros nega indireta a Wellington e diz que “melancias” mudam de postura em Brasília

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O deputado federal José Medeiros (PL), candidato ao Senado, afirmou que a propaganda em que aparece cortando uma melancia não foi produzida como uma provocação ao candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Segundo ele, a mensagem é direcionada a políticos que fazem campanha se apresentando como integrantes da direita, mas adotam outra postura depois de eleitos.

No vídeo, Medeiros usa a imagem da fruta para criticar os chamados políticos “melancia”, expressão utilizada no discurso político para definir quem seria “verde por fora e vermelho por dentro”. A referência associa a aparência de direita a uma suposta atuação alinhada à esquerda.

Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (3) aos portais FatoAgora, Estadão e Muvuca Popular, Medeiros foi questionado se a propaganda seria uma indireta para Wellington Fagundes. O deputado negou e explicou que seu comentário se refere especificamente à disputa pelo Senado.

“Foi para a disputa para o Senado. Eu falei bem no vídeo: ‘olha, o sujeito sai daqui e vai para Brasília’. Ele [Wellington] vai para o Palácio Paiaguás, não é para Brasília”, afirmou.

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Medeiros disse que sua crítica está relacionada ao comportamento de candidatos que, segundo ele, adotam um discurso mais conservador durante a campanha e mudam de posição após assumirem uma cadeira no Congresso Nacional.

“Foi para os candidatos que vão para Brasília e chegam lá. Aqui eles são ‘tigrão’, tentam contar uma coisa para o eleitor e chegam lá, ficam ‘tchutchuquinhos’ do Alexandre de Moraes”, declarou.

O deputado também questionou políticos de Mato Grosso que, na avaliação dele, apresentam um discurso de centro ou direita durante a campanha, mas posteriormente apoiam medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Medeiros cita Carlos Fávaro

Ao explicar quem estaria entre os alvos da crítica, Medeiros citou o senador Carlos Fávaro (PSD), que disputa a reeleição. Para o deputado, Fávaro teria utilizado uma identidade política mais associada à direita durante a campanha de 2020 e, atualmente, adotaria uma estratégia para não deixar evidente seu posicionamento.

“Fávaro fez campanha totalmente verde e amarela em 2020, agora o ônibus dele é verde, amarelo, azul e branco. Qual que é isso? É tentar esconder o lado vermelho dele, ou seja, o lado vermelho está dentro”, afirmou.

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Medeiros acrescentou que, além de Fávaro, outros candidatos ao Senado também estariam tentando suavizar ou esconder suas posições políticas durante a corrida eleitoral.

A expressão “melancia” ganhou espaço no debate político como uma forma de acusar determinado candidato de manter um discurso identificado com a direita, mas adotar posições consideradas de esquerda após conquistar o mandato.

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