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Projeto quer garantir autonomia financeira a mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade social

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), avançou com uma proposta voltada à ampliação da autonomia financeira de mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência. O Projeto de Lei nº 107/2025, de autoria do parlamentar, foi aprovado em primeira votação na quarta-feira (19) e prevê a reserva de vagas de trabalho para esse público em empresas contratadas pelo Estado.

A matéria estabelece que pessoas jurídicas contratadas por órgãos e instituições estaduais para a execução de obras ou serviços deverão destinar pelo menos 5% dos postos de trabalho criados a mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade.

A proposta ganha ainda mais peso diante do cenário de violência contra a mulher em Mato Grosso. Em 2026, 32 mulheres já foram vítimas de feminicídio no estado. Somente em agosto, mês marcado pela campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência contra a mulher, cinco casos foram registrados, conforme dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso.

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Para Max Russi, criar condições para que essas mulheres tenham acesso ao mercado de trabalho também é uma forma de oferecer caminhos para que consigam reconstruir suas vidas.

“Quando falamos em combater a violência contra a mulher, precisamos pensar também no que acontece depois que ela consegue pedir ajuda e sair daquele ambiente. Muitas vezes existe uma dependência financeira que dificulta o rompimento desse ciclo. O emprego representa renda, independência e a possibilidade de começar uma nova vida com mais segurança e dignidade”, afirmou.

De acordo com o texto, serão consideradas aptas às vagas as mulheres identificadas pela rede socioassistencial como vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade. O descumprimento da reserva pelas empresas poderá ser considerado violação contratual e resultar até mesmo na rescisão do contrato pela administração pública.

A quantidade de vagas varia conforme o número de contratações: entre seis e 19 postos de trabalho, deverá ser garantida uma vaga; a partir de 20, o percentual mínimo será de 5%. A exigência deverá constar nos editais e contratos firmados pelo poder público.

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Na justificativa, o projeto destaca que as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho são ainda maiores para mulheres vítimas de violência ou submetidas a outros fatores de vulnerabilidade. A proposta busca ampliar a autonomia financeira, seja como caminho para romper a dependência em relação ao agressor, seja como instrumento para superar condições de exclusão e vulnerabilidade.

Após a aprovação em primeira votação, o projeto segue tramitando na Assembleia Legislativa antes de ser encaminhado para sanção.

 

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Wellington perde liderança e Pivetta aparece na frente em nova pesquisa eleitoral

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Uma nova pesquisa do instituto Paraná Pesquisas aponta uma mudança significativa na corrida pelo Governo de Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece numericamente à frente do senador Wellington Fagundes (PL) tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.

No cenário estimulado de primeiro turno, Pivetta soma 39% das intenções de voto, enquanto Wellington aparece com 35%. Natasha Slhessarenko (PSD) registra 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Millas (Missão), com 0,3%.

A diferença entre Pivetta e Wellington é de quatro pontos percentuais e está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,6 pontos percentuais.

Virada em oito meses

O resultado chama atenção principalmente quando comparado com o levantamento anterior do mesmo instituto, realizado em dezembro de 2025.

Naquela pesquisa, em um cenário sem Jayme Campos, Wellington Fagundes tinha 43,1%, enquanto Pivetta aparecia com 28,1%. Na época, a vantagem do senador era de 15 pontos percentuais.

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Oito meses depois, o cenário se inverteu. Pivetta passou a registrar 39%, enquanto Wellington aparece com 35%.

Segundo turno também mostra mudança

Em uma eventual disputa direta entre Pivetta e Wellington no segundo turno, o governador também aparece numericamente à frente.

Pivetta registra 44,3% das intenções de voto, contra 40,8% de Wellington. A diferença de 3,5 pontos está dentro da margem de erro.

A comparação com dezembro mostra uma mudança ainda mais expressiva. Naquele levantamento, Wellington tinha 48,6%, contra 32,8% de Pivetta, uma vantagem de 15,8 pontos.

Agora, a vantagem passou para o lado de Pivetta, ainda que dentro da margem de erro. Considerando a distância entre os dois candidatos, a diferença entre os cenários representa uma movimentação de 19,3 pontos percentuais em oito meses.

Pivetta também lidera na pesquisa espontânea

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta amplia a vantagem.

O governador é citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington aparece com 8,6%. Natasha registra 2,7%.

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Apesar da vantagem de Pivetta, o cenário espontâneo revela um eleitorado ainda bastante aberto. Ao todo, 65,2% dos entrevistados não souberam responder ou não indicaram espontaneamente um candidato.

Wellington tem maior rejeição

Outro indicador desfavorável ao senador é a rejeição. Wellington Fagundes aparece com 25,7% dos eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.

Pivetta registra 16,3%, enquanto Natasha aparece com 19,3%.

A diferença de rejeição entre Wellington e Pivetta é de 9,4 pontos percentuais.

Metodologia

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-02157/2026.

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