POLÍTICA NACIONAL

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente na disputa pela Presidência

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Lula mantém liderança numérica, mas vê a disputa pela Presidência da República ficar mais apertada com o avanço de Flávio Bolsonaro. É o que mostra a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 24 de agosto.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico.

Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, aparece com 5% das intenções de voto.

Segundo turno coloca Lula e Flávio praticamente lado a lado

A disputa fica ainda mais apertada em uma eventual segunda etapa entre Lula e Flávio Bolsonaro. O petista aparece com 46%, enquanto o senador registra 45%.

A diferença de apenas um ponto percentual também caracteriza empate técnico.

O levantamento aponta ainda empate técnico entre Lula e Ronaldo Caiado em um eventual segundo turno. Nesse cenário, Lula tem 46% das intenções de voto, contra 42% do ex-governador.

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A pesquisa também simulou confrontos de Lula contra Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Nesses cenários, o presidente aparece numericamente à frente.

Flávio ganha um ponto em relação à pesquisa anterior

Na rodada anterior, divulgada em 17 de agosto, Lula tinha 41% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%.

Na nova pesquisa, o presidente manteve os mesmos 41%, enquanto o senador avançou um ponto e chegou aos 37%.

O resultado coloca Flávio dentro da margem de erro em relação ao presidente e reforça a disputa mais equilibrada na corrida eleitoral.

A pesquisa também apresentou um cenário com Pablo Marçal, embora o empresário esteja inelegível por oito anos após condenação da Justiça Eleitoral por uso indevido dos meios de comunicação social.

Metodologia

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.006 eleitores por telefone entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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