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Quarta-feira de campanha terá entrevistas, mobilizações e encontros políticos em Mato Grosso

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A campanha eleitoral em Mato Grosso segue nesta quarta-feira (19) com uma programação que reúne entrevistas, gravações, reuniões políticas, encontros com lideranças e atos de mobilização. Entre os candidatos que divulgaram compromissos estão nomes que disputam o Governo do Estado e as duas vagas ao Senado.

As agendas foram informadas pelas assessorias dos candidatos e podem sofrer alterações ao longo do dia.

Governo de Mato Grosso

A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) terá uma das agendas mais movimentadas do dia. Pela manhã, fará gravações e, às 10h, visitará o Lar São Vicente de Paulo, no Jardim Paula, em Várzea Grande. À tarde, terá agenda interna.

À noite, Natasha participa, às 19h, de um encontro no bairro Pedra 90, em Cuiabá, com o chamado Time do Lula. Às 20h30, está prevista a inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Edna Sampaio, no bairro Duque de Caxias.

Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Wellington Fagundes (PL) não terão compromissos públicos de campanha nesta quarta-feira, segundo as informações divulgadas.

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Os candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos) e Sargento Laudicério Machado (Agir) não haviam divulgado suas agendas até a publicação desta matéria.

Senado

Entre os candidatos ao Senado, Antônio Galvan (Avante) começa o dia com compromisso na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, às 8h. Às 11h, concede entrevista ao Estadão Mato Grosso e, à noite, às 20h, participa de reunião com o deputado estadual Gilberto Cattani.

A candidata Janaina Riva (MDB) terá uma sequência de entrevistas ao longo do dia. Às 6h30, participa do Notícia de Frente, da TV Vila Real. Às 8h, estará no programa Tribuna, da Vila Real FM 98.3. No início da tarde, às 12h30, participa do Jornal do Meio-Dia, também da TV Vila Real.

Pedro Taques (PSB) terá duas entrevistas durante a tarde. Às 13h30, participa de rodada com candidatos na Rádio Metrópole. Depois, às 15h, estará no podcast Política & Política, da Única News. À noite, às 19h, participa do encontro com o Time do Lula, no Pedra 90, em Cuiabá.

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Em Tangará da Serra, o candidato Professor Nelson Ferreira (Agir) terá gravação de material de campanha às 7h, no bairro Dona Júlia. Às 18h30, participa de evento sobre esporte de rendimento e gestão esportiva, no Centro Cultural do município.

Até o momento da publicação, não haviam sido divulgadas as agendas de campanha dos candidatos ao Senado Beny Godoy (Agir), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (PL), Coronel Darwin (Democrata), Margareth Buzetti (PL) e Mauro Mendes (União).

A programação pode ser alterada pelas campanhas e novos compromissos podem ser incluídos ao longo do dia.

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Mato Grosso é a Petrobrás do campo’, afirma senador Fávaro

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“As indústrias de etanol de milho vão transformar Mato Grosso na Petrobrás do campo”, a afirmação do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, faz referência à destinação do milho à fabricação de etanol e coprodutos, entre eles os Grãos Secos de Destilaria (DDGs), utilizados principalmente na alimentação animal. Nos últimos cinco anos, o volume de milho processado pela indústria mais que dobrou, passando de 6,85 milhões de toneladas, na safra 2021/2022, para uma projeção de16,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027.

Para o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição e que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, esse crescimento está diretamente ligado à criação de um ambiente favorável à industrialização da produção agropecuária e às políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

“O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados. Um exemplo é o aumento da mistura de etanol na gasolina, uma ação que contribui para a descarbonização da mobilidade, fortalece a indústria instalada em Mato Grosso e cria uma demanda permanente para a produção dos nossos agricultores”, afirmou o senador Carlos Fávaro.

Com o avanço da industrialização, Mato Grosso se tornou o segundo maior produtor de etanol, atrás somente de São Paulo. Entre 2022 e 2026, o volume produzido no estado passou de 3,4 milhões de metros cúbicos para 7,7 milhões de metros cúbicos na safra 2026/2027, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso.

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O primeiro suplente de Carlos Fávaro na candidatura ao senado, o produtor rural Alexandre Schenkel, destaca os efeitos da industrialização do campo, sobretudo para a produção de etanol. “A cadeia dos biocombustíveis é o exemplo perfeito de economia circular no agro: do processamento dos grãos, extraímos a energia limpa para mover o Brasil com menor emissão de poluentes, enquanto os coprodutos ricos em proteína viram alimento de alta qualidade para os animais, conquistando espaço nos mercados abertos pelo senador Carlos Fávaro”, destaca Schenkel.

De Mato Grosso para o mundo – Enquanto a maior parte do etanol produzido em Mato Grosso abastece o mercado brasileiro, os DDGs vêm conquistando espaço no exterior. Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, abriu quase 30 novos mercados para o produto. Atualmente, os DDGs brasileiros chegam a 44 países.

A abertura de mercados para os produtos do agronegócio foi uma das principais frentes de atuação de Fávaro durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura, entre 2023 e 2026. A estratégia buscou diversificar os destinos das exportações brasileiras e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

“Esta é a industrialização possível e viável para Mato Grosso: verticalizar aquilo que já produzimos com eficiência. Hoje podemos dizer que temos uma Petrobras no campo, produzindo energia limpa, contribuindo para a descarbonização da mobilidade e gerando emprego e renda”, afirma o senador.

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Sustentabilidade – O avanço da industrialização ocorre em paralelo ao crescimento da produção de milho em Mato Grosso. Na safra 2021/2022, o estado produziu cerca de 35 milhões de toneladas do grão. Para o ciclo atual, a projeção supera 57 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 40% da produção brasileira.

O crescimento é resultado principalmente do aumento da produtividade e da consolidação da segunda safra, permitindo ampliar a oferta de matéria-prima para as biorrefinarias sem uma expansão proporcional da área agrícola.

Atualmente, Mato Grosso possui 14 biorrefinarias em operação, além de novos projetos previstos para os próximos anos. A expansão aumenta a capacidade de absorção da produção estadual, reduz a dependência da exportação do milho in natura e fortalece uma cadeia que conecta agricultura, indústria, pecuária e produção de energia renovável.

Para Fávaro, esse modelo mostra como a produção agropecuária pode participar diretamente da transição para uma economia de baixo carbono.

“Quando agregamos valor ao milho dentro de Mato Grosso, criamos oportunidades em toda a cadeia. O produtor ganha mercado e previsibilidade, a indústria gera empregos, a pecuária recebe uma nova fonte de proteína e o Brasil amplia a oferta de combustível renovável. É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, conclui

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