POLÍTICA NACIONAL

Justiça barra despejo forçado em prédios que governo de SP quer demolir

Publicado em

A Justiça de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (17) que o governo do estado, liderado por Tarcísio de Freitas, deve parar qualquer tentativa de tomar à força os prédios antigos que estão ocupados.

O governo quer demolir esses prédios para construir sua futura sede no bairro Campos Elíseos, no centro da capital.

  • Dois prédios na Alameda Barão de Piracicaba estão ocupados e serão demolidos.
  • A Justiça também proibiu que os moradores sofram restrições de direitos.
  • O governo já derrubou outros prédios na mesma quadra ligados ao crime organizado.
  • Moradores denunciaram intimidações por parte de funcionários da CDHU e da Guarda Municipal.
  • O governo diz que cadastrou 65 famílias e que ninguém será despejado à força.

A decisão também proíbe que os ocupantes desses imóveis percam qualquer direito. A Procuradoria-Geral de São Paulo afirmou que, até as 19h20 desta segunda-feira, não tinha sido notificada da decisão. O órgão é responsável por representar o governo na Justiça.

Os dois prédios ficam na Alameda Barão de Piracicaba e estão em situação precária. Eles funcionaram por anos como pensões. A CDHU, empresa de habitação do governo, tenta reassentar as famílias. Ao mesmo tempo, a Fazenda Pública do Estado tenta na Justiça obter a posse dos prédios.

Outros prédios na mesma rua já foram tomados pelo Estado depois que o Ministério Público descobriu que eram usados como pensões pelo crime organizado. Esses imóveis foram demolidos na semana passada.

Leia Também:  Debate na CDH pede conscientização sobre Síndrome do Nariz Vazio

A decisão provisória proíbe ações para forçar despejos, depois que moradores disseram ter sido ameaçados por pessoas que se diziam funcionários da CDHU e por agentes da Romu, grupo da Guarda Municipal da gestão do prefeito Ricardo Nunes. Os dois lados negaram as acusações.

Uma das moradoras, a camareira Simone de Fátima Ferreira, de 54 anos, recebeu a reportagem no quarto onde vive com o marido. Na porta, agentes da Romu pediram identificação e disseram que não estavam impedindo a entrada no prédio.

A prefeitura de Nunes disse que a Guarda Civil Metropolitana faz policiamento no local a pedido da CDHU, para evitar novas ocupações e garantir segurança para a conclusão dos trabalhos.

Simone contou que o controle de acesso é diário. Ela também afirmou que, nesta segunda-feira, recebeu um telefonema de uma funcionária da CDHU exigindo que saísse do local imediatamente.

Na hora da ligação, Simone estava trabalhando em um hotel. ‘Eles falam que vão emparedar, que vão fechar tudo’, contou. ‘A gente tem que sair correndo do trabalho porque tem risco de jogarem as nossas coisas na rua.’

Leia Também:  Para Oriovisto, propostas como mudança na escala 6x1 são 'irresponsáveis'

O governo de Tarcísio confirmou que entrou com ação de desapropriação dos dois imóveis, mas negou que tenha adotado medidas para forçar a saída dos ocupantes.

O governo disse que, desde 2024, 65 famílias viviam nos prédios. Afirmou também que a CDHU cadastrou todas para receber atendimento habitacional, cumprindo uma exigência da Justiça.

Débora Ungaretti, pesquisadora da USP, questionou o número de famílias atendidas. Ela disse que pelo menos oito famílias ainda estão no local e precisam de moradia.

O governo afirmou que, nesta segunda-feira, equipes da CDHU atenderam as últimas cinco famílias cadastradas que ainda estavam nos prédios. Elas saíram de forma voluntária e receberão auxílio-moradia até conseguirem uma casa definitiva.

A CDHU negou que tenha orientação para remoção forçada ou para levar pessoas à delegacia. O órgão disse que, durante a ação, um grupo de pessoas que não havia feito cadastro entrou nos imóveis.

Sobre Simone, a CDHU disse que ela não está no programa de moradia porque receberá um imóvel da Cohab, a companhia de habitação da prefeitura.

Simone reclamou que o apartamento que receberá ainda não está pronto. Para deixar a ocupação agora, ela precisaria receber do Estado um complemento ao auxílio-aluguel de R$ 400 que já recebe do município.

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Pesquisa mantém cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

Published

on

A corrida presidencial de 2026 aparece mais acirrada nos cenários de segundo turno, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente registra 45% diante de 42% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados colocam Lula e os dois adversários dentro de uma situação de empate técnico. Os números dos confrontos contra Flávio e Caiado permaneceram iguais aos registrados na rodada anterior.

No primeiro turno, entretanto, Lula aparece numericamente à frente de Flávio. O petista registra 41%, enquanto o senador do PL soma 36%. Caiado aparece com 5%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, com 4% cada.

A pesquisa também testou outros cenários para a segunda etapa da eleição. Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46% ante 41%. Já diante de Renan Santos (Missão), o presidente registra 47%, enquanto o adversário alcança 36%.

Leia Também:  Portador de síndrome de Tourette como PCD avança

No confronto com Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Na simulação com Caiado, brancos, nulos e nenhum somam 11%, além de 2% de indecisos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.

Os números refletem um momento específico da campanha e não permitem, isoladamente, projetar o resultado da eleição. Outros levantamentos divulgados em agosto também mostram cenários competitivos, mas apresentam diferenças decorrentes de metodologia, período de coleta e margem de erro.

Os dados acima são apresentados de forma jornalística a partir de levantamentos e fontes públicas; não representam avaliação, comparação ou recomendação entre candidatos.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA