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CST da Enfermagem apresenta balanço e homenageia profissionais da área

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou a apresentação do relatório das atividades desenvolvidas ao longo de um ano de debates voltados à valorização da categoria em reunião na tarde desta quinta-feira (28). O encontro lotou o auditório Milton Figueiredo e contou ainda com a entrega de homenagens a profissionais da enfermagem que se destacaram em diferentes regiões do estado. A CST é de autoria do presidente da Casa de Leis, deputado estadual Max Russi (Podemos).

O parlamentar afirmou que a CST da Enfermagem ajudou a ampliar a visibilidade das demandas históricas da categoria dentro do Parlamento e destacou a importância das ações desenvolvidas. “A câmara trouxe a enfermagem para o centro das discussões da Assembleia. São pautas importantes, como piso salarial, carga horária, valorização profissional e segurança no ambiente de trabalho”, citou.

A presidente da CST, Merielly Nantes, destacou que uma das principais pautas discutidas durante o período de funcionamento da câmara foi a efetivação do piso salarial nacional da enfermagem. Segundo ela, embora exista o repasse complementar do Governo Federal, muitos profissionais da rede pública ainda enfrentam atrasos no recebimento dos valores. “O piso é uma conquista onde nós ganhamos, mas não levamos. Muitas vezes esse complemento chegava retroativo, com dois meses de atraso, e isso prejudica os profissionais, porque todo mundo tem contas, compromissos para pagar”, afirmou.

De acordo com Merielly, a CST articula agora, em parceria com o vereador de Cuiabá Ilde Taques (Podemos), a apresentação de um projeto de lei complementar para regulamentar o repasse do piso salarial em Cuiabá. A proposta busca garantir que os valores enviados pelo Governo Federal sejam pagos mensalmente, trazendo mais previsibilidade e segurança financeira para a categoria. “Hoje o principal avanço é justamente essa construção da lei complementar do repasse do piso salarial. A ideia é garantir que esse valor chegue corretamente, junto com o salário, sem atrasos, no mesmo holerite”, explicou.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Outro avanço destacado durante a apresentação do relatório foi a implantação do botão do pânico em unidades de saúde da capital. “O botão foi implantado nas UPAs [unidades de pronto atendimento], policlínicas, Hospital Municipal de Cuiabá e São Benedito. Ele está integrado ao Vigia Mais e conectado diretamente com a Polícia Militar, garantindo mais segurança para os profissionais que enfrentam situações de violência dentro das unidades de saúde”, expôs a presidente da CST.

Segundo ela, a expectativa é ampliar tanto a regulamentação do piso quanto as ações de segurança para outros municípios mato-grossenses. Jaciara foi citada como referência na implementação correta do piso salarial da enfermagem. Para isso, as discussões devem continuar mesmo com o fim do prazo para os trabalhos da câmara.

Segundo Max Russi, será estudada a forma de viabilizar essa continuidade. Ele também defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 1993/2025, que institui oficialmente a campanha estadual Maio Verde Esmeralda – Pela Valorização da Enfermagem. A proposta apresentada pelo presidente da Casa foi uma das pautas do encontro.

“Esse mês de reflexão, o Maio Verde Esmeralda, fortalece muito a categoria, dá visibilidade e faz com que a sociedade e o poder público olhem de forma diferente para os profissionais da enfermagem e valorizem esses trabalhadores da forma como eles merecem”, sustentou.

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Reconhecimento – As homenagens entregues durante a solenidade reconheceram projetos, trajetórias e iniciativas de destaque na enfermagem mato-grossense. Ao todo, cinco profissionais eleitos pelos próprios colegas receberam troféus representando as regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Noroeste do estado. Os demais indicados pela categoria receberam certificados de reconhecimento pelos serviços prestados à saúde pública em seus municípios.

Representando o município de Brasnorte, a enfermeira Welma Moura recebeu um dos troféus pelo trabalho desenvolvido na área de dermatologia e tratamento de feridas de difícil cicatrização, com atuação voltada principalmente à prevenção de amputações em pacientes diabéticos. Emocionada, ela destacou a importância do reconhecimento profissional. “É muito gostoso poder estar aqui representando os colegas, os enfermeiros, os técnicos e auxiliares de Brasnorte. Receber essa homenagem é motivo de muito orgulho”, afirmou.

A enfermeira Thailla Ramalho, de Jaciara, também foi homenageada pela atuação na urgência e emergência do Hospital Municipal, especialmente pelo trabalho desempenhado desde o período da pandemia de Covid-19. Formada durante a crise sanitária, ela relembrou o início da trajetória profissional. “Me formei no meio da pandemia, naquela loucura da Covid, e foi ali que eu me encontrei. Eu decidi que era realmente o que eu queria: estar ali cuidando das pessoas”, afirmou.

Já a enfermeira do trabalho Luizaine Ramos recebeu reconhecimento pelas ações de capacitação em primeiros socorros realizadas nas escolas estaduais. “Quanto mais gente souber essas informações, mais vidas serão salvas”, ressaltou. “Primeiro socorro não é só manobra. É conhecimento técnico-científico, é saber orientar e agir da forma correta naquele momento de emergência”, completou.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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