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Comissão aprova projetos para melhorias em estradas rurais e acessibilidade nas cidades

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A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou 15 matérias em reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (7). Entre as propostas, está o Projeto de Lei (PL) nº 136/2026, que busca incentivar o governo estadual a apoiar munícipios na melhoria de estradas rurais vicinais consideradas estratégicas.

Autor do texto e presidente do colegiado, o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) afirmou que a propositura busca ampliar a participação do Estado de Mato Grosso diante das dificuldades enfrentadas pelos municípios. “Esse projeto visa que o governo participe mais, pois temos dificuldade em estadualizar nossas estradas. Há vias que os municípios não suportam sozinhos, que exigem serviços como troca de pontes de madeira por pontes de concreto e cascalhamento”, disse.

Segundo ele, essas estradas são essenciais para o escoamento da produção e o acesso a serviços básicos. “Não é um problema do prefeito, é do cidadão que vive em atoleiro, sem ambulância ou transporte escolar. A ideia é garantir a chegada de recursos mesmo sem obrigação direta do Estado [de Mato Grosso]”, pontuou. Moretto ainda destacou que a proposta prioriza trechos com viabilidade técnica e citou parceria em andamento na região oeste, com cerca de 260 km de estradas atendidas, beneficiando moradores e áreas produtivas.

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Os deputados também aprovaram o PL nº 867/2025, de autoria do Professor Henrique Lopes (PT). A matéria trata da criação do Programa Estadual de Destinação Social de Imóveis Urbanos Inservíveis, Abandonados ou Improdutivos. Outro destaque foi o PL nº 715/2025, apresentado pelo deputado Júlio Campos (União), que institui diretrizes de acessibilidade urbana, com foco na melhoria de calçadas e espaços públicos.

Para Campos, vice-presidente da comissão, as duas iniciativas dialogam entre si e atendem demandas históricas da população. “Acredito que os dois projetos convergem para melhorar a qualidade de vida da população cuiabana e mato-grossense. “Em Cuiabá, por exemplo, temos uma deficiência muito grande na acessibilidade das calçadas. Além disso, há o problema das casas abandonadas”, afirmou.

O parlamentar defendeu mais fiscalização para garantir mais acessibilidades nas cidades do estado. Júlio Campos também ressaltou que a melhoria da infraestrutura urbana beneficia principalmente quem depende do deslocamento a pé ou do transporte coletivo. “Hoje, a grande maioria da população se desloca assim. Por isso, é necessário ter boas calçadas, boa acessibilidade e, sobretudo, respeitar as pessoas com deficiência”, concluiu.

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Também participou da reunião, o deputado Chico Guarnieri (PSDB) pelo sistema remoto. Duas matérias receberam parecer contrário da comissão de mérito.

Fonte: ALMT – MT

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Quase meio bilhão: Wellington mira benefícios fiscais de empresa ligada a Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou novamente a política de incentivos fiscais do Estado no centro do debate eleitoral. Durante sabatina realizada na terça-feira (15), na TV Centro América, ele questionou o volume de benefícios tributários registrados para a Natural Pork Alimentos S.A., empresa que mantém ligação empresarial histórica com Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo levantamento apresentado por Wellington com base em registros oficiais, a empresa acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Os valores registrados passaram de R$ 35,2 milhões em 2019 para R$ 94,23 milhões em 2025.

Durante a sabatina, Wellington afirmou que os números podem ser conferidos nos dados oficiais e chegou a dizer que renunciaria à candidatura caso as informações apresentadas fossem falsas.

“Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, declarou.

Valores cresceram ao longo dos anos

De acordo com os dados divulgados, os benefícios associados à Natural Pork foram de R$ 35,2 milhões em 2019, R$ 62,38 milhões em 2020, R$ 73,18 milhões em 2021, R$ 74,61 milhões em 2022, R$ 76,39 milhões em 2023, R$ 75,96 milhões em 2024 e R$ 94,23 milhões em 2025. A soma dos valores chega a cerca de R$ 492 milhões.

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Os registros apontam que os benefícios estão relacionados principalmente ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de tratamentos tributários previstos no RICMS. Em 2025, segundo os dados apresentados, R$ 80,67 milhões estavam relacionados ao Prodeic e R$ 13,55 milhões ao RICMS.

A Natural Pork aparece nos registros estaduais com o CNPJ 17.356.474/0001-73 e a inscrição estadual 13.478.757-9.

Relação com Pivetta

A ligação empresarial de Pivetta com o empreendimento é anterior à sua entrada na política estadual. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi presidente da Intercoop, estrutura que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos.

Em 2022, durante o registro de sua candidatura, Pivetta declarou participação na Natural Pork à Justiça Eleitoral. Também declarou ações da Ideal Pork e valores a receber da empresa.

A existência de participação ou vínculo empresarial, contudo, não significa, por si só, irregularidade na concessão dos benefícios fiscais. Os incentivos são programas previstos na legislação estadual e podem ser concedidos a empresas que atendam aos critérios estabelecidos.

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Debate envolve bilhões em incentivos

A Natural Pork foi citada por Wellington dentro de uma discussão mais ampla sobre a concentração dos incentivos fiscais em Mato Grosso.

Dados referentes a 2023 apontam que 30 beneficiários concentraram R$ 4,6 bilhões em renúncias, equivalentes a 43,3% do total registrado naquele ano. Os dez maiores beneficiários concentraram aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

No período de 2019 a 2025, levantamentos baseados em dados do TCE-MT apontam crescimento da renúncia fiscal anual de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O acumulado no período chega a aproximadamente R$ 65,5 bilhões.

Wellington defende a manutenção dos incentivos para empresas que investem, industrializam e geram empregos, mas propõe ampliar o acesso aos benefícios para pequenos e médios empresários, cooperativas e produtores.

O candidato também afirma que pretende cobrar critérios mais claros sobre os benefícios concedidos e o retorno gerado em investimentos, empregos e desenvolvimento econômico.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por sua vez, defendeu a manutenção dos programas de incentivos e afirmou que eles ajudam a compensar custos adicionais de produção no Estado.

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