Política MT
ALMT destaca papel transformador de profissionais da assistência social, turismo e cultura durante sessão especial
Publicado em
29 de maio de 2026por
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na tarde desta quinta-feira (28), uma sessão especial em homenagem a profissionais das áreas de assistência social, turismo e cultura. A solenidade foi conduzida pelo deputado estadual e 1º secretário da ALMT, Dr. João, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. Ao todo, 91 pessoas receberam Moções de Aplausos em reconhecimento aos serviços prestados à sociedade mato-grossense.
Em um pronunciamento marcado pelo reconhecimento e valorização humana, Dr. João destacou que a política também tem o papel de reconhecer quem trabalha em favor da população.
“Ser deputado não é apenas fazer leis, fiscalizar ou votar projetos. Isso é parte da nossa missão. Mas também cabe a nós reconhecer quem trabalha, quem serve, quem cuida e quem ajuda Mato Grosso a entrar para a história do jeito mais sério, com gente boa fazendo o que faz”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que muitos dos homenageados atuam de forma silenciosa, mas estão presentes nos momentos mais difíceis da vida das pessoas.
“Hoje esta Casa abre suas portas para homenagear pessoas que talvez nem sempre estejam nos holofotes, mas estão sempre onde a vida acontece. No atendimento, na escuta, no acolhimento, na orientação e na luta diária”, disse o 1º secretário.
Ao falar sobre os assistentes sociais, Dr. João destacou a importância da profissão na defesa dos direitos e no cuidado com as pessoas.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
“Ser assistente social é cuidar de direitos, mas também cuidar de pessoas. Essa é uma função que exige coração forte. Quero expressar minha admiração aos profissionais que atuam em nosso estado. Quando a gente homenageia um profissional, também reconhece todas as as vidas que ele ajudou a levantar”, declarou.
O deputado também defendeu mais investimentos e ações práticas voltadas à cultura e ao turismo em Mato Grosso.
“Mato Grosso respira cultura e respira turismo. Nós precisamos tirar um pouquinho do discurso e colocar mais em prática. Estamos em um estado lindo, maravilhoso, com uma cultura fantástica e um turismo ainda mais bonito. Precisamos investir mais porque isso gera renda, emprego e desenvolvimento para o nosso povo”, afirmou.
Segundo 1º secretário, reconhecer os profissionais ainda em vida é uma das formas mais bonitas de valorização.
“Homenagem boa é aquela que chega quando a pessoa pode receber, sorrir, se emocionar e dividir esse momento com quem ama. Essa homenagem é das famílias, das equipes e de todas as pessoas alcançadas pelo trabalho de cada um”, ressaltou.
A assistente social Tatiana Antônia de França, que atua na área da saúde desde 1999, falou sobre a importância do reconhecimento público à categoria. Atualmente, ela trabalha no Centro Estadual de Atendimento Odontológico à Pessoa com Deficiência (Ceop).
“É uma satisfação ser assistente social e poder contribuir com a sociedade, principalmente com os direitos da pessoa humana. O serviço social atua em várias frentes para assegurar direitos e construir uma política social mais justa”, afirmou.
Tatiana também destacou a emoção de receber a homenagem na Assembleia Legislativa. “É uma satisfação ter esse reconhecimento público, principalmente vindo de uma instituição pública e de um deputado reconhecendo o nosso trabalho. É maravilhoso”, declarou.
Representando o setor cultural, a produtora cultural e artista Margarete Xavier falou sobre a emoção de ter a trajetória reconhecida pela Assembleia Legislativa.
“Para mim, é sempre uma honra. É gratificante ter o trabalho reconhecido porque a gente vive isso todos os dias. Quando o gestor tem essa sensibilidade de reconhecer, é muito gratificante”, afirmou.
Com 52 anos dedicados ao samba e à cultura popular mato-grossense, Margarete contou que sua história começou dentro da própria família.
“Venho do berço da cultura. Minha avó, minha mãe, a cultura popular sempre esteve presente na minha vida. Eu fui criada assim, só sei fazer isso. Trabalho com a autoestima do artista e procuro dar o meu melhor pela cultura mato-grossense”, disse.
A professora Roselane Soares Monteiro, homenageada da área do turismo, destacou a importância da valorização do setor e defendeu mais apoio institucional às políticas públicas voltadas ao turismo.
“Essa homenagem é muito importante para o setor do turismo, que precisa de apoio e de espaços permanentes de discussão. Mato Grosso tem grande potencial turístico e isso contribui para gerar empregos, renda e diversificar a economia estadual”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Roselane também ressaltou a diversidade de atrativos existentes no estado. “Mato Grosso possui vários ecossistemas, turismo de natureza, rural, cultural e tecnológico. É um estado com enorme potencial para o ecoturismo e para o desenvolvimento sustentável”, destacou.
O biólogo e professor João Batista de Pinho, representante do Conselho Regional de Biologia (CRBio-01), também homenageado, afirmou que o desenvolvimento do estado precisa caminhar junto com a sustentabilidade.
“O agro é muito forte em Mato Grosso, mas precisamos acompanhar o desenvolvimento sustentável. Os biólogos têm papel importante na saúde, educação, biodiversidade e tecnologia, contribuindo para o crescimento do estado”, disse.
João Batista também destacou a importância do reconhecimento aos profissionais que ajudam a fortalecer o turismo mato-grossense.
“Essa homenagem representa o reconhecimento das atividades desenvolvidas em prol do turismo e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirmou.
Representando o Hospital Santa Helena e as assistentes sociais homenageadas da unidade, o médico Marcelo Sandrin ressaltou o papel fundamental desses profissionais dentro da saúde.
“Muitas vezes as pessoas pensam apenas no médico ou na enfermagem, mas a saúde é feita por equipes. Os assistentes sociais exercem um trabalho fundamental no acolhimento, na escuta e no apoio às famílias, principalmente nos momentos mais difíceis”, declarou.
Sandrin afirmou que a homenagem promovida pela Assembleia Legislativa representa um reconhecimento importante a uma categoria que, muitas vezes, atua longe da visibilidade.
“É a primeira vez que vejo uma homenagem como essa. Os assistentes sociais são agentes imprescindíveis nos hospitais, acompanhando pacientes e famílias em momentos de tensão e fragilidade. A Assembleia Legislativa está de parabéns por lembrar desses profissionais”, afirmou o médico Marcelo.
Homenageados
Assistentes Sociais
- Adeline Basano de Magalhães
- Amanda Fontenelli Costa
- Andrea Silva do Nascimento
- Ariane da Silva Nunes
- Cidirlene Alexandra Cunha
- Cinthia Assis Ferreira Martins
- Claudineia da Gloria Silva Proença
- Cleris da Rocha Dutra
- Cristiana Paschoiotto
- Cristiane Lopes da Silva
- Cristiane Lopes
- Delma Pereira Silva
- Ediane Ferreira Guimarães
- Edinilza de Oliveira Toledo
- Eliete de Arruda Vasconcelos
- Eliete de Souza Freitas
- Flávia Tereza do Nascimento
- Gilvane Maria de Oliveira
- Gisele Rodrigues Martins
- Hellen Cristina Xavier da Conceição
- Heloise Angelica Amorim Dias
- Jacira Santos de Almeida
- Joany Paula Moreira Belo
- João Cândido Neto
- João Vitor Ribeiro Olegario
- Jolice Ferreira Gomes Ribeiro
- Jucilene Fátima Silva França
- Júlia Spigolon Xavier
- Karolline Rodrigues de Oliveira
- Katchucy Ramos dos Santos
- Laura Cristina Alencastro de Moura Saldanha
- Ligia Daniela Ott de Sena
- Liliane Capilé Charbel Novais
- Luciana Mara de Oliveira Palma Campos
- Lueci Ramos Lourenço
- Luiz Carlos Grassi
- Luiz Philipe Belarmino Reis
- Maisa Rodrigues dos Santos
- Manoelita Pereira de Oliveira
- Marcela Almeida Lobo
- Márcia Fernandes da Costa
- Maria Angélica Rodrigues do Nascimento
- Maria de Lourdes dos Santos
- Maria Helena Goes Campelo
- Maria José do Prado Vitoriano
- Mariceli Alonso Bustamante
- Mariete Cristina Ebe Santana Nascimento
- Marileice de Souza Nascimento
- Marina Auxiliadora Marques de Barros
- Mercia Lúcia Gonçalves Vasconcelos
- Natali Soares de Siqueira
- Neury Côrtes
- Neuzete de Fátima Costa de Queiroz Rosa
- Nildiane Lopes Coelho
- Regiane Barbosa da Silva
- Regina de Almeida e Silva
- Reygiane da Silva Sousa
- Ronan Marcelo Freitas
- Rosany Lucy Costa Figueiredo
- Rosenildes Thomann da Silva
- Rosilene Maria Gomes
- Rosimar Raulino Neto
- Silvia Sena de Assis
- Siméia Vieira Rocha Carvalho
- Sirlei Pereira da Silva Perez Prosperi
- Suelen Xavier de Macedo
- Tatiana Antonia de França
- Tatiane Eloize Furyama Mota
- Terci Gonçalves Correia
- Vidinesa de Souza
Setor Cultural
71. Margarete Xavier
72. Margarida Xavier da Cruz
Turismo
73. Ana Paula Bistaffa de Monlevade
74. Cristovam Albano da Silva Junior
75. Daniel Fernando
76. Dejanana Campos
77. Elen da Silva Moraes Carvalho
78. Geraldo Donizeti Lúcio
79. Glaucia Regina da Silva
80. Helen Marlei Rodrigues da Silva
81. João Batista de Pinho
82. Jonatas Fialho Midon
83. Julio Resende Duarte
84. Karen Daniele Lira de França
85. Maria Aparecida Cézar Vivan
86. Maria Jose de Souza
87. Marli Spolidoro Albano da Silva
88. Rejane Pasqualli
89. Roselane Soares Monteiro
90. Simone das Graças Lara Pinto Lara
Lions Visão
91. Cláudia Celina da Silva de Siqueira
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial
Published
5 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.
Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.
“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.
Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.
Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.
“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.
Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.
“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.
A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.
“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.
Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.
“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.
“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.
O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.
Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.
“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.
Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.
Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.
“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.
Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.
O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.
Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.
“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.
O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.
“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.
Fonte: ALMT – MT
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