Agronegócio

Cuiabá debate mercado, geopolítica e desafios da próxima safra de soja

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Começa nesta terça-feira (12.05), em Cuiabá, a 26ª edição do Encontro Técnico de Soja promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). O evento segue até quinta-feira (14), reunindo produtores rurais, consultores, pesquisadores, engenheiros agrônomos, representantes da agroindústria e profissionais ligados à cadeia produtiva da oleaginosa.

Com o tema “Cada grão importa”, o encontro ocorre em um momento de elevada atenção do setor diante da pressão dos custos de produção, oscilações do mercado internacional, incertezas climáticas e impactos geopolíticos sobre fertilizantes, defensivos e logística global.

A programação foi estruturada em oito painéis técnicos voltados tanto à conjuntura econômica quanto aos principais desafios agronômicos enfrentados nas últimas safras. A proposta da Fundação MT é oferecer informações estratégicas para apoiar as decisões dos produtores nos próximos ciclos de produção.

Entre os temas previstos estão cenário internacional da soja, mercado de commodities, fertilizantes, geopolítica, manejo de doenças, eficiência produtiva, sustentabilidade e tecnologias aplicadas ao campo.

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A abertura do evento deve concentrar debates sobre o comportamento atual do mercado da soja e os efeitos das tensões internacionais sobre os custos e a competitividade do agronegócio brasileiro. O tema ganhou ainda mais relevância após a recente alta dos fertilizantes nitrogenados, do diesel e dos defensivos agrícolas no mercado internacional.

Além do conteúdo técnico, o encontro também busca fortalecer a troca de experiências entre produtores, consultores e pesquisadores. Os intervalos entre os painéis foram planejados para estimular networking e discussões práticas sobre manejo, produtividade e gestão da atividade agrícola.

A Fundação MT é considerada uma das principais instituições privadas de pesquisa aplicada ao agronegócio no Brasil, com forte atuação nas culturas de soja, milho e algodão. A entidade mantém cinco estações de pesquisa distribuídas em diferentes regiões de Mato Grosso, desenvolvendo trabalhos voltados à adaptação de tecnologias às condições do Cerrado.

A instituição também atua na validação de cultivares, manejo fitossanitário, fertilidade de solo e sistemas produtivos, aproximando resultados científicos da realidade enfrentada pelos produtores no campo.

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Nos últimos anos, o Encontro Técnico de Soja consolidou-se como um dos fóruns mais relevantes do setor no Centro-Oeste, especialmente por reunir análises de mercado e discussões técnicas em um momento decisivo para o planejamento da safra.

Serviço

26º Encontro Técnico de Soja da Fundação MT

  • Data: 12 a 14 de maio de 2026
  • Local: Hotel Gran Odara, Cuiabá (MT)
  • Tema: “Cada grão importa”
  • Organização: Fundação MT

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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