Mato Grosso

Integração digital entre Jucemat e Bombeiros simplifica abertura de empresas e torna MT referência nacional

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A integração entre a Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) e o Corpo de Bombeiros tem simplificado a abertura de empresas no Estado e virou um dos principais destaques da reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais, realizada de 27 a 30 de abril, em Cuiabá. O modelo elimina etapas, reduz a burocracia e concentra todo o processo de regularização em um fluxo digital único.

Antes, o empreendedor precisava percorrer diferentes órgãos para concluir a formalização do negócio. Depois de registrar a empresa, era necessário buscar a licença junto ao Corpo de Bombeiros e retornar ao sistema para finalizar o processo. Com a integração, esse caminho passou a ser automático, com troca de informações entre os sistemas e acompanhamento em tempo real.

“O Corpo de Bombeiros participava desse processo, mas não era integrado. O empreendedor tinha que ir até outro órgão e depois voltar. Hoje, com os sistemas integrados, tudo ocorre de forma digital, o que facilitou muito o nascimento da empresa e o acompanhamento dessa atividade”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Vieira Bezerra.

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A avaliação nacional é de que o modelo adotado no Estado contribui diretamente para um ambiente de negócios mais eficiente e previsível, com impacto na geração de empresas e empregos.

“A junta de Mato Grosso tem agilidade, tem transparência, traz segurança jurídica, desburocratiza a vida do empresário mato-grossense. Quando o registro mercantil anda bem, o Brasil empreende melhor”, afirmou a presidente da Federação Nacional das Juntas Comerciais, Nayara Brito.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a integração entre os órgãos reforça a estratégia de facilitar o acesso ao empreendedorismo.

“Somos referência naquilo que fazemos, fazemos bem feito, e os empreendedores sabem que podem contar com o trabalho da junta e do Corpo de Bombeiros, porque queremos que esse mecanismo de desenvolvimento esteja disponível para todos”, disse.

Encontro Nacional

O encontro em Cuiabá reúne representantes de todas as juntas comerciais do país justamente para alinhar normas, padronizar procedimentos e buscar soluções que reduzam o tempo de abertura e regularização de empresas.

“Mato Grosso recebe não só a reunião de presidentes da federação, como também técnicos e procuradores para discutir normas e melhorar o fluxo para os empresários. A gente precisa agilizar isso, saber como o empresário entra com o processo e se vai demorar ou não. Vamos trocar informações para que todas as juntas saiam ganhando”, afirmou o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço.

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A reunião segue até o dia 30 de abril, com debates sobre integração de sistemas, combate a fraudes e padronização de processos em todo o país.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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