Mato Grosso

Norte Show 2026 reúne mais de 30 mil visitantes no primeiro dia e movimenta setor produtivo em Sinop

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A Norte Show 2026 começou nesta terça-feira (21.4), em Sinop, reunindo visitantes, expositores e lideranças do agronegócio no Parque de Exposições da Acrinorte. O evento, que é uma das maiores feiras do setor no país, segue até 24 de abril com foco em tecnologia, negócios e debates sobre o agro. Com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), mais de 30 mil pessoas passaram pelo local no primeiro dia da feira.

Realizada às margens da BR-163, um dos principais corredores logísticos da produção agrícola nacional, a Norte Show reforça o papel estratégico de Sinop, considerada a capital do Nortão, na dinâmica econômica de Mato Grosso.

A relevância da rodovia para o escoamento da produção e para a integração entre as regiões do Estado foi destacada durante a solenidade de abertura, realizada no fim do dia, quando o governador Otaviano Pivetta ressaltou os investimentos em infraestrutura como fator determinante para o crescimento do agronegócio, especialmente na região norte.

““Quando o governo transforma o dinheiro dos impostos em patrimônio público, a população vê resultado. Foi assim que assumimos a responsabilidade de resolver problemas históricos, como a BR-163. Olhamos para o que realmente importa, que é o povo. Nós organizamos o Estado e passamos a investir cerca de 20% de todas as receitas correntes. Assim, começamos a assistir a uma grande quantidade de obras públicas em Mato Grosso, com 7.000 km de rodovias entregues até o final deste ano”, afirmou.

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Reconhecida como uma vitrine de tecnologia, inovação e oportunidades de negócios, a Norte Show reúne 410 expositores, mais de 2 mil marcas e deve receber cerca de 130 mil visitantes ao longo dos quatro dias. A programação inclui palestras com especialistas de projeção nacional, abordando temas como inovação, liderança, economia, política e empreendedorismo.

A Sedec participa com estande institucional, onde apresenta linhas de crédito e incentivos voltados ao setor produtivo. A Invest MT também integra o espaço, ampliando o atendimento a empresários e investidores.

A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou a relevância estratégica da feira no fortalecimento do setor produtivo e na aproximação entre o poder público e os agentes do agronegócio. Segundo ela, a dimensão do evento e a concentração de produtores, empresas e investidores transformam a feira em um ambiente propício para o diálogo e a construção de parcerias.

“A Norte Show é hoje um dos principais pontos de encontro do agronegócio brasileiro e uma grande oportunidade para a Sedec dialogar diretamente com o setor produtivo. Aqui, conseguimos apresentar nosso trabalho, fortalecer o relacionamento com produtores e empresários, além de trocar experiências que contribuem para o desenvolvimento do agro em Mato Grosso”, declarou.

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Entre as atrações, estão exposição de máquinas agrícolas, implementos e veículos, soluções para agricultura familiar e de precisão, espaço voltado à pecuária e ambientes para networking, consolidando a feira como um ambiente de conexão entre produtores, empresas e investidores.

O presidente da Acrinorte e da Norte Show, Moisés Debastiani, destacou o volume de público já no primeiro dia. “Nós tivemos um público hoje no parque que há muito tempo não se via. Foram mais de 30.000 visitantes dentro do evento hoje. Já consideramos um sucesso”, afirmou.

Na mesma linha, o presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson Redivo, ressaltou a dimensão da feira e a qualidade da programação. “Nós temos 410 expositores e estamos oferecendo palestras que são de altíssimo nível. O número de visitantes que circularam na feira somente neste primeiro dia é motivo de bastante orgulho”, disse.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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