A Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (ETEC) de Várzea Grande prorrogou o período de inscrições para os cursos técnicos gratuitos de administração e informática.
Interessados poderão se inscrever até o dia 19 de fevereiro, de forma presencial na sede da escola, localizada na Avenida Coronel Julião de Brito, número 49, no bairro Parque do Lago. O período de atendimento é das 7h às 17h30.
Os cursos técnicos são oferecidos na modalidade subsequente, ou seja, são destinados a pessoas que já concluíram ou estão finalizando o ensino médio e buscam qualificação profissional. Na ETEC Várzea Grande, as aulas ocorrerão no período noturno, das 18h40 às 22h.
No curso de administração, serão abordados conteúdos teóricos e práticos relacionados às funções na gestão de empresas, organizações e setores públicos, com foco no desempenho de atividades ligadas aos processos administrativos.
Já no de informática, o conteúdo é baseado no desenvolvimento prático de instalação, manutenção e suporte de computadores, sistemas operacionais, redes e softwares.
De acordo com o diretor da ETEC, Gabriel da Costa Fidelis, essa é uma oportunidade para jovens e adultos obterem qualificação profissional de forma gratuita.
“A Escola Técnica de Várzea Grande oferece formação técnica de qualidade, com foco na aprendizagem prática e na preparação para o mercado de trabalho. Queremos que os estudantes consigam conciliar os estudos com a rotina diária”, afirmou o diretor.
Vale ressaltar que, no momento da inscrição, é necessário apresentar documentos pessoais como RG, CPF, comprovante de escolaridade, título de eleitor e certidão de nascimento.
ETEC Várzea Grande
A Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Várzea Grande está vocacionada a cursos voltados à área de gestão e negócios.
A oferta ocorre por meio da modalidade intercomplementar para estudantes que estão no Ensino Médio, em parceria com a Escola Estadual Dunga Rodrigues, além da modalidade subsequente, no período noturno. Também são ofertados diversos cursos livres e de formação inicial continuada, de acordo com as demandas dos arranjos produtivos locais e regionais.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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