Policiais militares do 5ª Batalhão, em diversas ações distintas na noite desta terça-feira (21.1), prenderam seis motociclistas por direção perigosa e falta de habilitação para dirigir durante patrulhamento tático e preventivo em decorrência da Operação Tolerância Zero no município de Rondonópolis.
Além das prisões, os militares removeram os veículos, cumpriram um mandado de prisão em aberto e recuperaram uma caminhonete modelo Amarok roubada no município.
O comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Silva Sá, afirmou que os resultados representam os esforços dos policiais militares no patrulhamento da Operação Tolerância Zero em Rondonópolis.
“A Polícia Militar não tem medido esforços no combate às ações de facções criminosas no Estado, em especial, em Rondonópolis. Tivemos um ótimo balanço de ações somente na noite desta terça-feira no município em decorrência da Operação Tolerância Zero”, afirmou.
Entre os suspeitos detidos por direção perigosa, estão dois adolescentes, de 14 e 15 anos, que foram flagrados em uma motocicleta modelo Honda CG 125, no bairro Jardim Iguaçu. Na ocasião, os menores foram flagrados conduzindo a moto na contra mão da Avenida Rotary Internacional, em Rondonópolis.
Ao perceberem aproximação dos policiais militares, o piloto fugiu em alta velocidade, passando por calçadas e atravessando o semáforo fechado. Durante a fuga, o jovem perdeu o controle da direção e caíram ao chão.
A dupla foi encaminhada para uma unidade de saúde, receberam atendimento médico e, posteriormente, foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Segunda ocorrência
Ainda na noite desta terça, os policiais militares realizaram a abordagem de outros dois suspeitos por direção perigosa e furto. Eles também cumpriram um mandado de prisão em aberto. A ocorrência se deu no bairro Santa Clara.
A dupla foi flagrada conduzindo uma moto na Avenida dos Estudantes, em alta velocidade e em atitude suspeita. O condutor tentou fugir da abordagem policial, mas logo foram detidos pelos policiais.
Durante busca pessoal, os policiais encontraram um módulo de caminhão com a etiqueta de identificação rasurada. Ao serem questionados sobre a peça, os suspeitos confessaram que haviam acabado de furtar de um veículo estacionado em um posto de combustível.
As equipes identificaram que um dos suspeitos possuía mandado de prisão em aberto por homicídio no município. Os suspeitos e a peça foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Por volta das 22 horas, os militares do 5º Batalhão foram informados sobre a localização de uma caminhonete modelo Amarok, com queixa de roubo, no bairro José Sobrinho, em Rondonópolis.
Na ocasião, as vítimas relataram aos policiais militares que foram surpreendidas pelos suspeitos na tarde de terça. Na ação criminosa, os suspeitos exigiram transferências bancárias mediante Pix, sob constantes ameaças.
Em seguida, os suspeitos levaram o veículo. Equipes do Grupo de Apoio (GAP) receberam informações de que o carro estava abandonado às margens da BR-364. Os policiais militares se deslocaram ao local e constataram a localização do carro. As equipes mantêm buscas pelos suspeitos do roubo mediante ameaça.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
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