POLÍTICA NACIONAL

Zequinha Marinho alerta para avanço do crime organizado no Pará

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Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (23), o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) declarou que há uma situação de violência e insegurança no Baixo Acará, no Pará, onde, segundo ele, o crime organizado ameaça trabalhadores e afeta empresas. O parlamentar relatou que municípios como Tomé-Açu, Acará, Moju e Concórdia do Pará vivem sob risco constante, com empresas paralisando atividades e empregos sob risco.

De acordo com o senador, isso prejudica um setor estratégico para a bioenergia nacional, já que o Pará responde, segundo ele, por 99% da produção de óleo de palma no Brasil. Ele citou o caso da Brasil BioFuels (BBF), que teria sido forçada a interromper operações em várias fazendas devido à atuação de grupos armados.

— A impressão que se tem é a de que os moradores desses municípios vivem em uma espécie de cangaço amazônico, em que a força bruta e a intimidação substituíram o Estado de direito. Nos últimos 30 dias, foram registradas invasões às fazendas Santa Clara, Minas Gerais e Muniz, onde criminosos estão vendendo lotes ilegalmente por R$ 6 mil, por exemplo, explorando economicamente o plantio de dendê, de propriedade da BBF, e colocando em risco a vida de mais de 120 colaboradores da empresa. A situação é tão grave que veículos da empresa foram alvejados por tiros de revólver e de pistola, e armas brancas foram lançadas sobre trabalhadores — afirmou.

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O senador fez um apelo ao governo federal para que, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atue no enfrentamento à violência na região. Ele disse que a presença da União é essencial para conter o avanço do crime organizado, proteger comunidades locais e assegurar a manutenção das atividades produtivas.

— Se o governo do estado não dá conta, a gente precisa da presença do governo federal. E nós estamos, neste momento, comunicando que estamos pedindo ajuda ao Ministério da Justiça, por meio do ministro [Ricardo] Lewandowski, para que a gente possa encarar essa realidade. O que nós não podemos fazer é deixar esses municípios afetados pela perda do emprego e da segurança — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

“Estão desesperados”, diz Flávio após operação da PF contra bolsonaristas

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à operação da Polícia Federal que atingiu pessoas ligadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), e classificou a ação como uma “terceira facada” contra o grupo político do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio acusou o governo do PT de utilizar a estrutura da Polícia Federal para atingir adversários políticos e questionou a proximidade temporal entre decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a deflagração da operação.

A Operação Make Up foi deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), por determinação de Dino. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou do roteiro e atua como produtor-executivo do filme, e a produtora Karina Gama.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações relacionadas ao projeto cinematográfico “Dark Horse”.

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Flávio, porém, apresentou outra interpretação para a operação. Para o senador, a ação teria caráter político e estaria relacionada à disputa eleitoral de 2026.

“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula Flávio Dino deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.

O candidato também citou uma suposta articulação envolvendo Dino, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Flávio não apresentou, na declaração, elementos públicos que comprovassem a existência dessa articulação.

A reação ocorreu em meio à disputa presidencial e às pesquisas eleitorais que vêm sendo utilizadas pelos candidatos para medir força na corrida pelo Palácio do Planalto.

Flávio afirmou que seu desempenho teria avançado nas pesquisas e relacionou esse cenário à operação realizada pela PF.

“A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência”, declarou.

As acusações feitas pelo senador são interpretações políticas sobre a operação. A investigação da Polícia Federal, por sua vez, tem como objeto formal apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e pessoas relacionadas à produção do filme. Os fatos ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação ou comprovação de responsabilidade criminal dos alvos.

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