POLÍTICA NACIONAL

Oito indicações para CNMP passam na CCJ e seguem para o Plenário

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, em sabatina nesta quarta-feira (13), oito nomes para compor o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). As indicações seguem para o Plenário do Senado em regime de urgência.

Durante a sabatina, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) cobrou uma reflexão dos indicados sobre supersalários, “penduricalhos” e a aposentadoria compulsória de magistrados como punição por condutas indevidas.

— O CNMP tem que enfrentar esse tema com mais altivez e de uma vez por todas — enfatizou.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) elogiou o nível técnico dos indicados e cobrou atenção a temas como a violência política de gênero e a falta de infraestrutura escolar. As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN) e Eliziane Gama (PSD-MA) destacaram o fato de quatro das oito indicações serem de mulheres.

Ficamos felizes e orgulhosas em ver mulheres ocupando cargos tão importantes e estratégicos no Brasil — registrou Eliziane.

Indicados

Fabiana Costa Oliveira Barreto (OFS 1/2025) é promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) desde abril de 2000. Ela integrou órgãos do Ministério da Justiça, como o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, além de ter atuado no Colégio de Procuradores-Gerais de Justiça. Atualmente é coordenadora de recursos constitucionais do MPDFT.

Em sua fala, a promotora destacou a experiência em carreiras do Judiciário, Executivo e Ministério Público. Ela relembrou projetos que ajudou a implementar, como a chefia de gabinete para assuntos parlamentares no MPDFT, e os seus dois mandatos como procuradora-geral da instituição, com aumento de produtividade e execução orçamentária.

Fabiana recebeu 26 votos favoráveis e apenas um contrário. A relatoria da indicação é da senadora Soraya Thronicke.

Ivana Lúcia Franco Cei (OFS 4/2023) é procuradora no Ministério Público do Estado do Amapá, onde ingressou em 1991. No mesmo ano iniciou a carreira docente no Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP), e também já lecionou na Escola Judicial do Amapá. Ela é especialista em inteligência estratégica, direito penal e processual penal e direito civil e processual civil.

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Indicada à recondução no CNMP, Ivana relatou ações de articulação para apresentar propostas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em novembro.

— É um trabalho muito bonito dentro do CNMP. Precisamos que vocês, parlamentares, estejam junto conosco — disse.

Ivana teve sua indicação aprovada por unanimidade, com 27 votos. A indicação recebeu parecer do senador Lucas Barreto (PSD-AP).

Fernando da Silva Comin (OFS 5/2025) foi indicado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, em uma das vagas destinadas ao Ministério Público dos Estados. Ele já é conselheiro do CNMP, desde 2024, e está sendo indicado para recondução. É promotor de Justiça em Santa Catarina desde 2001 e foi procurador-geral de Justiça do estado por dois mandatos. Também coordenou o escritório do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em Brasília, além de ter exercido cargos como secretário-geral e assessor de recursos no MPSC.

A indicação foi aprovada por unanimidade — 27 votos — com parecer do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Alexandre Magno Benites de Lacerda (OFS 6/2025) também vai ocupar uma vaga destinada ao MPE. Ele é procurador de Justiça do Ministério Público do Mato Grosso do Sul e foi procurador-geral de Justiça do estado de 2020 a 2024. Atualmente, é procurador-geral adjunto jurídico. Também atua como secretário-executivo do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais e coordena a Câmara de Autocomposição de Conflitos Complexos do MP de Mato Grosso do Sul.

Ele recebeu 26 votos favoráveis e um contrário. A indicação recebeu parecer do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

José de Lima Ramos Pereira (OFS 8/2025) foi indicado para uma vaga destinada a representante do Ministério Público do Trabalho (MPT). Ele foi procurador-geral do Trabalho entre 2021 e 2023. Atua no MPT desde 1993 e ocupou cargos de procurador-chefe em diversas regiões. Desde 2018, integra o Conselho Superior do MPT.

Ele recebeu 27 votos favoráveis e nenhum contrário, e teve a indicação relatada pela senadora Zenaide Maia.

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Greice Fonseca Stocker (OFS 4/2024) foi indicada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em 2011, Stocker ingressou na OAB como membro do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem no Rio Grande do Sul (OAB-RS). Entre 2013 e 2018, foi conselheira seccional da OAB-RS. Desde 2022, atua como conselheira federal titular do órgão no estado gaúcho.

Seu nome foi aprovado com 26 votos favoráveis e apenas um contrário. A indicação foi relatada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues (OFS 7/2025) foi indicado em vaga destinada ao Ministério Público Militar (MPM). Ele ingressou no órgão em 1997, após carreira de quase duas décadas na Polícia Militar do Pará, onde chegou ao posto de major. Lecionou direito processual penal em diversas instituições, incluindo a Escola Superior da Magistratura do Pará, e coordenou o ensino da Escola do Ministério Público da União entre 2012 e 2014. Desde 2020, chefia o Núcleo de Incentivo à Autocomposição do Pará.

Ele recebeu 26 votos a favor e apenas um contrário. A indicação recebeu parecer do senador Dr. Hiran (PP-RR).

Karen Luise Vilanova Batista de Souza (OFS 9/2025) é juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e, desde 2022, juíza auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela tem especialização em direito civil e processo civil e mestrado em direitos humanos, interculturalidade e desenvolvimento.

A indicação teve 26 votos favoráveis e um contrário, com relatoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Conselho

O Conselho Nacional do Ministério Público é o órgão responsável pelo controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público, além de fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos seus membros. O colegiado é composto por representantes de diferentes ramos do MP, da sociedade civil, da advocacia e do Judiciário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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