POLÍTICA NACIONAL

Plínio Valério denuncia ações contra produtores rurais no Amazonas

Publicado em

Durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (1º), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) relatou ações de órgãos federais como Ibama, ICMBio e Funai que, segundo ele, resultam em abusos contra produtores rurais da Região Norte. O parlamentar destacou casos nos municípios de Apuí e Lábrea, no Amazonas, onde famílias estariam sendo expulsas de terras ocupadas há décadas.

— Estão expulsando agricultores e pecuaristas que estão morando lá há anos, antes que a reserva fosse criada, inventada. Casas queimadas, equipamentos destruídos, currais incendiados, famílias expulsas, sem nenhum direito — afirmou.

O senador responsabilizou o Ministério Público Federal por respaldar as operações e criticou a atuação do governo. Segundo Plínio, as ações têm o objetivo de gerar dados positivos para serem apresentados em eventos internacionais, como a próxima Conferência do Clima da ONU (COP), que será realizada em Belém (PA). Ele também fez referência a conclusões da CPI das ONGs e cobrou maior transparência no uso de recursos estrangeiros voltados à preservação ambiental.

Leia Também:  Aprovada em dois turnos, PEC do Saneamento segue para a Câmara

Plínio informou que buscará o Judiciário para tentar reverter o que classificou como “injustiça”, reiterando sua confiança na instituição Ministério Público, apesar de críticas a determinados procuradores. Ele também mencionou preocupação com o projeto de leilão da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma e defendeu a exploração de petróleo na costa do Amapá como forma de garantir maior segurança energética ao país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Conselho de Comunicação Social alerta para tentativas de derrubar o ECA Digital

Published

on

A lei que protege crianças e adolescentes na internet entrou em vigor há menos de três meses, mas já há tentativas de derrubar o texto, conhecido como ECA Digital. O alerta foi feito nesta segunda-feira (1º) pelo Conselho de Comunicação Social (CCS).

Uma sugestão apresentada por meio do Portal e-Cidadania pede a revogação integral da lei. A iniciativa recebeu mais de 20 mil apoios de cidadãos e foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que pode decidir por dar andamento ou não à ideia. O relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), apresentou parecer contrário, mas os conselheiros apontam que é necessária mobilização para frear iniciativas do tipo. Durante a reunião, eles aprovaram posicionamento também contrário à medida. O documento será encaminhado aos integrantes da CDH e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

— Precisamos manter o ECA Digital vivo. Ele precisa chegar à população para que as crianças se sintam de fato protegidas. Os esforços para perturbar o ECA Digital e a desinformação a respeito dele são inúmeros. Cabe a nós, aqui do Conselho, não só permanecer atentos, mas fazer com que o ECA Digital seja efetivo — defendeu a presidente do CCS, Patrícia Blanco.

Leia Também:  CDH: abusadores podem ser proibidos de trabalhar com crianças e adolescentes

Sancionada em 2025, a lei teve origem no PL 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e é uma resposta à crescente “adultização” de menores de 18 anos em plataformas on-line. O ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil, com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol publicações relacionadas à incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação, suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.

O conselheiro Carlos Magno, relator do documento aprovado pelo CCS, manifestou preocupação com essa e outras tentativas de descredibilizar a recente legislação.

— Trago preocupação com essa iniciativa de revogação do ECA Digital. A posição do senador é um alento a todos os avanços que esta norma trouxe — disse Carlos Magno.

Definição de antissemitismo

Durante a reunião, os conselheiros também decidiram avançar na análise do PL 1.424/2026, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que define antissemitismo para orientar políticas públicas nacionais com base em parâmetros da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). De acordo com a conselheira Rita Freire, trata-se de uma armadilha semântica: ao equiparar a crítica ao Estado de Israel ao antissemitismo, a definição confunde uma entidade política com a coletividade judaica. Rita classificou a iniciativa como pressão externa para silenciar o debate político legítimo no país e lembrou que não se trata da primeira tentativa do tipo. Rita Freire foi designada relatora da proposta no Conselho.

Leia Também:  Lei Antifacção, de combate ao crime organizado, entra em vigor

— É um movimento de pressão externa sobre o Brasil para que adote essa definição e silencie a crítica ao Estado de Israel — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA