Agronegócio

Produtores rurais recebem R$ 99,4 milhões em créditos

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Produtores rurais de 43 municípios goianos terão acesso a R$ 99,4 milhões em crédito rural, liberados na última reunião da Câmara Deliberativa do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Os recursos serão destinados, principalmente, a investimentos nas cadeias de soja, milho e pecuária de corte.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), 86% dos recursos vão atender pequenos e médios produtores, com foco nas regiões Sul e Sudoeste do estado, incluindo municípios como Jataí, Rio Verde, Mineiros, Aporé, Caçu, Serranópolis e Cachoeira Alta.

O maior financiamento individual autorizado nesta rodada foi de R$ 8,9 milhões, destinado a um produtor de avicultura no município de Palmeiras de Goiás. O Banco do Brasil é o principal agente operador do FCO em Goiás.

Para financiamentos de até R$ 500 mil, a análise é feita diretamente pela Seapa, que encaminha o pedido ao banco após aprovação técnica. Valores acima desse patamar exigem a apresentação de uma Carta-Consulta, que passa por avaliação conjunta da secretaria e da Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE-GO/FCO), composta por representantes do setor público e privado.

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Atualmente, as linhas do FCO oferecem juros de 6,30% ao ano, mas esse índice pode sofrer reajuste conforme variações da Taxa Selic, que subiu recentemente para 15% ao ano, o que pode gerar impactos futuros no custo do financiamento.

A divisão dos recursos liberados nesta etapa prioriza três atividades:

  • Soja (34,95%)
  • Milho (32,58%)
  • Pecuária de corte (14,29%)

Os recursos também são destinados a investimentos em infraestrutura, aquisição de máquinas, irrigação e armazenamento, além de projetos de expansão produtiva.
Como é formado o FCO

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste foi criado em 1988 e é abastecido com recursos federais, administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Em 2025, a divisão dos recursos do FCO entre os estados será:

  • 33% para Goiás
  • 33% para Mato Grosso
  • 24% para Mato Grosso do Sul
  • 10% para o Distrito Federal

O FCO é segmentado em quatro modalidades: Rural, Empresarial, Irrigação e Armazenagem, sendo as duas últimas voltadas para projetos específicos abertos a partir deste ano.
Atenção ao produtor

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Para acessar os recursos, o produtor precisa apresentar projeto técnico viável, com análises financeiras, impacto econômico e previsão de retorno. A recomendação dos técnicos da Seapa é que os interessados busquem antecipadamente as informações, preparem os documentos e consultem a disponibilidade orçamentária junto ao Banco do Brasil ou às unidades da própria secretaria.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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