Agronegócio

Setor avícola avança no controle sanitário e mira retomada gradual das exportações

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Quatro dias após a confirmação de focos isolados de influenza aviária no país, as ações de controle e contenção seguem em ritmo acelerado, cumprindo rigorosamente os protocolos nacionais e internacionais. A prioridade é clara: preservar a sanidade do plantel, garantir a continuidade produtiva e restabelecer o fluxo comercial com os principais mercados internacionais o quanto antes.

As granjas afetadas já passaram por isolamento imediato, descarte preventivo de ovos fecundados e implantação de barreiras sanitárias. A desinfecção está em curso e será feita em ciclos supervisionados por equipes técnicas especializadas. A repopulação só ocorrerá após a completa higienização das unidades e resultados negativos em novos testes sanitários — medidas já previstas no Plano Nacional de Contingência da Influenza Aviária, em vigor desde 2022.

A rastreabilidade dos produtos também foi concluída com sucesso, incluindo os ovos incubáveis enviados pela unidade de origem, demonstrando controle total da cadeia logística desde os primeiros sinais do foco. Com isso, o país reforça seu compromisso com a biossegurança e responde de forma técnica e coordenada às exigências dos parceiros comerciais.

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Enquanto isso, o setor já trabalha para reequilibrar o fluxo das exportações. O redirecionamento da produção entre plantas e a adoção da regionalização sanitária — ou seja, restrições aplicadas apenas às áreas diretamente envolvidas — permitem mitigar os impactos sobre o comércio exterior. Países importadores têm reconhecido essa estratégia e avaliam positivamente as informações prestadas.

Em nota o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) explicou que nem todas as exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul estão suspensas. “Não há restrição generalizada da exportação de produtos de aves do Rio Grande do Sul”, diz a nota.

A nota ainda informa que há diferentes tipos de regionalização reconhecidos pelos parceiros comerciais. Por exemplo, alguns entendem que essa área é apenas o município do foco, outros já ampliam e entendem que essa zona compreende todo o estado do foco. A expectativa é que, mantido o atual ritmo de resposta, o Brasil possa recuperar o status sanitário internacional em um intervalo de 30 a 40 dias após a conclusão dos procedimentos de desinfecção.

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No mercado externo, a limitação pontual da oferta brasileira pode gerar alta momentânea nos preços internacionais, dada a relevância do país no abastecimento global. Já no mercado interno, a tendência é de estabilidade ou leve recuo nas cotações, em razão do redirecionamento de cargas e do estoque gerado nas plantas momentaneamente suspensas.

Importante reforçar: a gripe aviária não representa risco à saúde humana por meio do consumo de carne ou ovos. O controle é uma exigência sanitária internacional voltada exclusivamente à segurança do comércio de produtos avícolas.

Com atuação conjunta entre governo e setor produtivo, o Brasil reafirma sua capacidade de resposta, a eficiência dos seus protocolos sanitários e a confiança do mercado internacional na avicultura nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Do fruto ao chocolate: cacau de MT ganha força nacional e impulsiona festival que valoriza a produção regional

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No próximo dia 7 de julho, quando é celebrado o Dia Mundial do Chocolate, Mato Grosso tem mais um motivo para comemorar. Embora ainda esteja fora do eixo tradicional da cacauicultura brasileira, o estado vem ampliando sua presença na cadeia produtiva do cacau, fortalecendo a agricultura familiar, atraindo investimentos e consolidando iniciativas que colocam a produção regional em evidência.

O Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores produtores de cacau do mundo, com uma produção próxima de 200 mil toneladas anuais. Segundo dados do Ministério da Agricultura e da Organização Internacional do Cacau (ICCO), toda a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 23 bilhões por ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

Embora Bahia e Pará continuem liderando a produção nacional, estados como Mato Grosso vêm apresentando crescimento consistente, especialmente por meio de sistemas agroflorestais, que aliam produtividade, preservação ambiental e geração de renda para pequenos produtores.

Em Mato Grosso, a cacauicultura avança principalmente em municípios das regiões Norte e Noroeste, favorecidos pelo clima tropical e pelo incentivo à diversificação agrícola. Além da produção das amêndoas, cresce também o número de agroindústrias artesanais voltadas à fabricação de chocolates de origem, agregando valor à matéria-prima produzida dentro do próprio estado.

Nos últimos anos, o cacau também passou a ser visto como uma alternativa sustentável para recuperação de áreas degradadas, integração entre floresta e agricultura e geração de renda em propriedades familiares, fatores que vêm atraindo o interesse de instituições de pesquisa, cooperativas e entidades ligadas ao agronegócio.

Esse crescimento também impulsiona eventos especializados, como o Festival do Chocolate de Mato Grosso, idealizado pela empresária Zilda Castanho. Criado para valorizar a produção local e aproximar produtores, consumidores e especialistas, o festival se consolidou como uma das principais vitrines do setor no Centro-Oeste e, a cada edição, amplia sua relevância por meio de novas parcerias estratégicas, como a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que atua no fortalecimento do agronegócio estadual e incentiva diretamente a expansão da cultura do cacau.

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Foi observando esse potencial que o Festival do Chocolate de Mato Grosso cresceu e mais atividades foi acrescentada a programação que já era extensa, há dois anos em parceria com a Famato os visitantes podem conhecer o produto innatura, conhecer o processo de transformação da fruta em chocolate e conhecer a história por trás desse produto que segue como líder de preferencia mundial.

Para a supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), Cristiani Santos Bernini, além de valorizar a produção regional, o Festival do Chocolate se destaca como um espaço de conhecimento, troca de experiências e incentivo à cacauicultura. A programação aproxima produtores, consumidores e interessados na cultura do cacau, promovendo oportunidades de capacitação, agregação de valor aos produtos e ampliação de mercados. Para o Senar Mato Grosso, a participação no evento também reforça o trabalho desenvolvido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que acompanha produtores rurais e contribui para o fortalecimento da atividade no estado.

Supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), Cristiani Santos Bernini

Cristiani destaca que atualmente a instituição atende 26 produtores de cacau na região norte do estado, por meio da cadeia de Fruticultura Perene. Ela destaca que o Festival do Chocolate é uma oportunidade para apresentar o potencial da cultura e incentivar novos agricultores a investirem na atividade.

“O Festival do Chocolate vai muito além da exposição de produtos. É um espaço de aprendizado e valorização da nossa cacauicultura. Neste ano, vamos apresentar a Trilha Sensorial do Cacau ao Chocolate, onde o público poderá conhecer todas as etapas da transformação do fruto em chocolate, desde a produção até a degustação. Também teremos a Feira Natural do Campo, com a comercialização de produtos da agricultura rural. Nosso trabalho por meio da ATeG busca fortalecer a cacauicultura local, incentivar a agregação de valor, ampliar as oportunidades de comercialização e mostrar que o cacau é uma excelente alternativa para diversificação da produção e geração de renda. Mato Grosso possui grande potencial para expandir essa cultura, e eventos como este despertam o interesse de novos produtores e fortalecem toda a cadeia produtiva”.

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Para Zilda, o crescimento da produção estadual demonstra que o chocolate mato-grossense possui identidade própria e pode ocupar espaço cada vez maior no mercado nacional. “O Festival nasceu acreditando no potencial do nosso Estado, e hoje com a ascensão do nosso cacau e dos nossos produtores , a cada edição percebemos um setor mais fortalecido, com novos empreendedores, mais qualidade e mais parceiros comprometidos com esse desenvolvimento. Hoje contamos com instituições importantes, como a Famato, que fomenta o agro e incentiva diretamente a produção de cacau no estado. Isso mostra que Mato Grosso tem todas as condições de se tornar uma referência também na produção de chocolates de origem”, destaca Zilda.

Zilda ressalta que o festival vai muito além da comercialização dos produtos: “Queremos mostrar toda a cadeia produtiva, aproximar quem produz de quem consome, incentivar conhecimento, turismo, gastronomia e geração de negócios. O chocolate é resultado do trabalho de centenas de famílias que encontram no cacau uma oportunidade de crescimento sustentável.”

O fortalecimento da cultura do cacau acompanha uma tendência observada em todo o país. A valorização internacional das amêndoas, que em 2024 ultrapassaram a marca histórica de US$ 10 mil por tonelada, despertou ainda mais interesse pela atividade, principalmente em regiões consideradas novas fronteiras agrícolas.

Nesse cenário, o Festival do Chocolate de Mato Grosso vem se consolidando como um importante instrumento de divulgação da produção regional, fortalecendo a conexão entre agricultura, empreendedorismo, turismo e gastronomia.

   

À medida que novas áreas passam a investir na cultura do cacau e instituições ampliam o apoio aos produtores, Mato Grosso reforça sua posição entre os estados que despontam como protagonistas na nova geografia da cacauicultura brasileira, mostrando que o futuro do chocolate também passa pelo Centro-Oeste.

E por falar em festival, ele tá chegando a 8ª Edição Festival do Chocolate, 28,29 e 30 de Agosto, na Arena Pantanal.

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