POLÍTICA NACIONAL

Segue para sanção projeto que torna Recife a Capital Nacional do Brega

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (13), em decisão terminativa, o projeto de lei que concede a Recife, em Pernambuco, o título de Capital Nacional do Brega. Esse projeto (PL 2.521/2021), da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Humberto Costa (PT-PE) e, caso não haja recurso para votação no Plenário do Senado, seguirá para a sanção do presidente da República.

— É um projeto da maior relevância, tanto para a cultura de Pernambuco quanto para o Recife, o que me deixa muito feliz por ser seu relator. De fato, Recife é uma cidade onde o brega é, além de tudo, uma atividade econômica relevante. Vale lembrar que o brega foi uma manifestação cultural muito forte inclusive durante a ditadura militar, quando esse movimento falava para uma população importante, que era o das pessoas oprimidas socialmente. Foi uma forma de resistência, na qual temas que eram tabus eram abordados. Então esse projeto é uma homenagem a esse tema musical, que cumpriu também um papel de resistência — declarou o senador.

O autor da proposta é o deputado Federal Felipe Carreras (PSB-PE).

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Gênero democrático

Brega é um gênero musical que se popularizou no Brasil principalmente a partir da década de 1960. Abrange uma variedade de ritmos, como o samba-canção e o bolero, e é caracterizado por letras românticas e sentimentais.

Segundo Humberto Costa, por ter se expandido muito nas periferias, o brega enfrentou muitos estigmas sociais. Na avaliação dele, é uma forma de expressão autêntica com forte apelo social.

“É um gênero musical verdadeiramente democrático”, afirmou ele.

Ao reiterar que Recife teve grande importância para o desenvolvimento do brega, o senador destaca que a cidade foi o berço de artistas renomados, como Reginaldo Rossi e Augusto César. Ele lembra que o gênero foi declarado Expressão Cultural Pernambucana e Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Recife.

“Conceder a Recife esse título é reconhecer o esforço do município na promoção de um gênero que muito representa seu povo e toda a população brasileira”, defendeu Humberto. Ele também reiterou que o brega movimenta uma cadeia de produção que envolve produtores, compositores, gravadoras, artistas e diversos outros profissionais do ramo musical, criando e empregos e estimulando o comércio regional.

Dia nacional

No início de abril, a mesma comissão aprovou um projeto de lei que cria o Dia Nacional do Brega, o PL 5.616/2023, que também foi enviado para a sanção do presidente da República.

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Essa proposta determina que a data será comemorada anualmente em 14 de fevereiro — dia em que nasceu o cantor Reginaldo Rossi, conhecido como o Rei do Brega, que faleceu em 2013.

Adiamentos

A Comissão de Educação e Cultura decidiu adiar para a reunião da próxima semana a votação de três projetos de lei que estavam na sua pauta desta terça-feira:

  • o PL 3.611/2024, que obriga instituições de ensino privadas a desenvolver políticas de bolsa inclusiva, caso ofereçam bolsas estudantis;
  • o PL 4.548/2024, que confere ao município de Aquiraz (CE) o título de Capital Nacional da Renda de Bilro;
  • o PL 2.079/2023, que cria o Dia Nacional do Coco de Roda, da Ciranda e da Mazurca.

A presidente da comissão, senadora Teresa Leitão (PT-PE), informou que a decisão do adiamento foi tomada por acordo com os demais parlamentares.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Janja reage a Renan Santos após fala em debate e transforma declaração em novo embate político

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A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta segunda-feira (24) às declarações feitas pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o debate presidencial realizado no domingo (23). Em nota publicada nas redes sociais, Janja classificou a fala como ofensiva e afirmou que o episódio representaria um padrão de comportamento que, na avaliação dela, desrespeita mulheres.

O episódio ocorreu quando Renan Santos mencionou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate e fez uma provocação envolvendo a primeira-dama. “Lula ou está bêbado, ou está com a Janja”, afirmou o candidato. Na sequência, completou: “Melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”.

A declaração provocou reação de Janja, que acusou o candidato de ultrapassar os limites da crítica política ao mencionar uma pessoa que não disputa a eleição e não estava presente no debate.

Na avaliação da primeira-dama, a fala não deve ser tratada apenas como uma provocação eleitoral. Ela afirmou que declarações desse tipo contribuem para a desqualificação de mulheres no ambiente político.

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A reação, por outro lado, também colocou novamente em discussão os limites do confronto entre candidatos em uma campanha marcada por discursos mais duros e ataques diretos. Para setores da direita, a controvérsia reforça a necessidade de separar críticas políticas, provocações e manifestações consideradas ofensivas daquilo que efetivamente deve ser discutido em um debate eleitoral: propostas e projetos para o país.

Janja também resgatou episódios anteriores envolvendo Renan Santos para sustentar sua avaliação de que a declaração não seria um caso isolado. Entre eles, citou um vídeo de 2018 no qual Renan aparece ao lado de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) em uma situação envolvendo ameaças de estupro contra uma mulher. À época, Renan afirmou que se tratava de uma brincadeira e disse estar alcoolizado.

A primeira-dama também mencionou o episódio envolvendo o então deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, em 2022, quando o parlamentar fez comentários sobre mulheres ucranianas durante a guerra.

Renan Santos, por sua vez, tem adotado durante a campanha um discurso de forte oposição ao atual governo e aos principais nomes da política tradicional. A estratégia coloca o candidato em confronto direto com adversários de diferentes correntes e aposta na crítica contundente como uma das marcas de sua campanha.

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O episódio entre Renan e Janja deve alimentar ainda mais a disputa sobre o tom dos debates presidenciais. De um lado, a primeira-dama sustenta que ataques pessoais contra mulheres não podem ser tratados como parte normal do debate político. De outro, setores da direita defendem que candidatos tenham liberdade para fazer críticas e provocações, desde que respeitados os limites legais.

Com a campanha presidencial ganhando intensidade, o embate mostra que, além das propostas, o comportamento dos candidatos e o estilo de enfrentamento também devem ocupar espaço cada vez maior na corrida ao Palácio do Planalto.

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