POLÍTICA NACIONAL

Alan Rick quer apuração rigorosa de desvios nas aposentadorias e cobra CPMI

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O senador Alan Rick (União-AC) qualificou o desfalque de bilhões dos aposentados de “escândalo que envergonha a nação brasileira”. Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (7), ele protestou contra os desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cobrou do Congresso Nacional uma resposta firme e responsável.

O parlamentar destacou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal e órgãos de controle já apontam para um prejuízo inicial de R$ 6 bilhões aos aposentados, podendo chegar a R$ 90 bilhões se considerados também os desmandos nos empréstimos consignados.

— Precisamos investigar, dar uma resposta à sociedade brasileira, fazer com que os larápios que se aproveitaram da fragilidade dos nossos aposentados sejam punidos e os cofres públicos — nas pessoas desses cidadãos, eles que foram roubados — sejam restituídos. São homens e mulheres que trabalharam a vida inteira e que agora, nesta etapa da vida quando precisam ser protegidos, são vilipendiados — afirmou, acrescentando que já assinou o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os casos de fraudes e garantir punição exemplar.

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Alan Rick ressaltou que o problema ultrapassa as diferenças partidárias e exige união dos parlamentares em defesa dos mais vulneráveis. Ele lembrou que, por conta da investigação da Polícia Federal em conjunto com a CGU, houve 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal, seis mandados de prisão, com três detenções inicialmente. 

O escândalo já teve como consequências a exoneração de Carlos Lupi, ministro da Previdência Social, e o afastamento de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS.

O senador pediu que todos os bens adquiridos com o dinheiro desviado sejam bloqueados e usados para ressarcir os aposentados.

— Bens que foram adquiridos fruto dessa roubalheira desenfreada dos nossos aposentados — lamentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Em audiência, feirantes do DF relatam medo de perder locais de trabalho

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Feirantes do Distrito Federal estão preocupados com uma licitação que, segundo eles, pode deixá-los sem local para exercer suas atividades. Em audiência pública da Frente Parlamentar em Defesa dos Feirantes, nesta segunda-feira (22) no Senado, eles pediram apoio dos parlamentares para garantir espaços comerciais e segurança jurídica para a profissão.

Em abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) derrubou regras que permitiam a ocupação de boxes em feiras sem processo licitatório. O tribunal declarou inconstitucionais dispositivos de uma lei distrital que regula o funcionamento das feiras públicas e público-privadas no Distrito Federal. Foi mantido apenas o dispositivo que autoriza, de forma provisória, a permanência dos ocupantes atuais até a realização da licitação.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o risco de que a licitação abra espaço para especuladores sem vínculo com a atividade:

— O que nos preocupa é alguém que nem é feirante entrar na licitação e arrematar tudo e virar um shopping. Isso não pode acontecer — apontou.

O objetivo da reunião era ouvir a posição dos feirantes sobre o PL 117/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta cria regras para proteger feirantes tradicionais, isentando-os de licitações para renovação de espaço e garantindo o direito de transmitir o ponto a familiares.

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A presidente da frente, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), conclamou os parlamentares para uma luta coletiva em defesa da categoria. Ela sugeriu que a frente discuta a entrega de uma agenda de propostas a candidatos ao governo do Distrito Federal e ao governo federal.

— Se tem alguém que acorda de madrugada, que coloca sua saúde em risco o tempo todo, é o feirante. Então a gente vai ter que se unir para lutar — disse.

Sobre o PL 117/2026, Izalci Lucas, relator da proposta, alertou que precisará fazer ajustes no texto: uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado apontou que a proposta, na forma atual, invadiria a competência de estados e municípios. O senador também estuda incorporar ao projeto medidas previstas em outras iniciativas legislativas, como a questão da seguridade social para os feirantes.

— Há controvérsia em relação ao projeto. Estamos defendendo que ele é constitucional — afirmou.

Direito de uso

Na audiência pública, os feirantes pediram que seja reconhecido o “direito real de uso”, medida que assegura a utilização dos espaços para atividades comerciais e oferece maior segurança jurídica do que uma simples permissão de uso.

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— Os feirantes de Brasília e de todo o Brasil precisam de maior segurança. Esse documento dá estabilidade, garante mais tempo, dá estabilidade emocional ao feirante — disse Nalva Fomes, da Feira Permanente do Guará.

Orlando Batista dos Passos Filho, do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal, rejeitou o modelo de licitação, que, segundo ele, abre a possibilidade de participação de “não-feirantes”.  

— As feiras têm uma função social na comunidade onde estão inseridas. Não tem como comparar uma feira com um shopping center. Feira é um comércio de subsistência. A licitação vai desvirtuar o cunho social das feiras — argumentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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