Mato Grosso

Corpo de Bombeiros promove trocas no 1º Comando Regional e 1º Batalhão em Cuiabá

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) promoveu, nesta quinta-feira (13.2), a troca de comando das unidades operacionais do 1º Comando Regional de Bombeiros Militar (1º CRBM), que abrange a Região Metropolitana de Cuiabá, e do 1º Batalhão Bombeiro Militar (1º BBM), também na Capital. Estas são as duas principais unidades operacionais do Estado.

O tenente-coronel BM João Paulo Nunes de Queiroz assumiu o comando do 1º CRBM, substituindo o coronel BM Heitor Fernandez da Luz. Já o 1º BBM passou a ser comandado pela tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza, em substituição ao tenente-coronel BM Paulo César Crivelli. A cerimônia de passagem dos comandos ocorreu na sede do 1º BBM.

A solenidade foi presidida pelo comandante-geral adjunto do CBMMT e chefe do Estado-Maior, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, e contou com a presença de autoridades civis e militares, além de representantes de instituições parceiras da corporação.

De acordo com o coronel BM Rony Robson Cruz Barros, a troca de comando é mais do que um ato administrativo. Ela simboliza a continuidade dos serviços prestados, o compromisso com a missão de salvar e proteger, e o respeito pela instituição. Além disso, fortalece dois comandos de grande importância para o Estado.

O 1º CRBM abrange os batalhões de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé, e é responsável pelo atendimento aos 11 municípios da região. Já o 1º BBM é a maior e mais tradicional unidade operacional da corporação, que completará 50 anos em 2025.

“O 1º Comando Regional, além de estar sediado na Capital, é responsável pelo atendimento das ocorrências em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Santo Antônio de Leverger, abrangendo a maioria da população do nosso Estado e sendo o principal comando regional da nossa instituição. Já o batalhão, que originou praticamente toda a nossa corporação, foi onde tudo começou, e hoje estamos espalhados por todo o Estado”, ressaltou o coronel.

Em seu discurso de despedida, o coronel BM Heitor Fernandez da Luz relembrou os desafios enfrentados durante seu comando, especialmente em relação aos incêndios florestais no Pantanal. Ele também agradeceu a colaboração de todos os militares que o apoiaram ao longo dessa jornada, destacando não apenas as habilidades estratégicas, mas também a integridade moral e o profissionalismo da equipe.

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“Eu agradeço pela confiança e pelo apoio sempre que precisávamos de algo para o serviço operacional. Mesmo dentro das limitações do comando, fomos sempre bem atendidos, e sou grato por isso. Se de alguma forma os resultados da minha gestão foram positivos no final do ano, devo muito mais à sorte de vocês do que à minha própria sorte”, disse.

“Eu tentei fazer uma gestão, eu tentei auxiliar, eu tentei dar um norte, mas no final das contas quem efetivamente está na ponta da mangueira, literalmente, no sentido figurado eu, no sentido literal são os senhores, então agradeço demais”, complementou o coronel Heitor.

Por sua vez, também se despedindo, o tenente-coronel BM Paulo César Crivelli aproveitou a ocasião para destacar a melhora significativa nos indicadores de desempenho operacional do 1º BBM, no tempo de resposta e na taxa de regularização das edificações em sua área de atuação, por exemplo, o que impactou diretamente na segurança da população em uma das regiões mais populosas e dinâmicas do Estado.

“O batalhão só é um sucesso graças ao empenho e a dedicação dos senhores, de cada um dos senhores, em cada situação. Naquele minuto a mais que os senhores decidem se empenhar em fazer a manutenção de um equipamento, naquele segundo a mais que os senhores decidem levantar mais rápido para atender a ocorrência. Cada dessas pequenas ações tornam o melhor batalhão de todos. E quando digo isso, não estou me referindo à estrutura ou aos equipamentos, mas aos militares. Quando afirmo que o 1º Batalhão é o melhor, estou dizendo que os senhores são os melhores militares”, afirmou.

Reconhecimento e parceria

Ainda durante o evento, representantes de instituições como a Defesa Civil de Cuiabá, a Câmara Municipal de Cuiabá e a concessionária Nova Rota Oeste destacaram a importância da parceria entre as instituições e a corporação para as ações de prevenção e resposta a emergências na Capital, reforçando o compromisso conjunto em garantir mais segurança à população.

“Sabemos que esta é a maior unidade do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, sendo a precursora. E, obviamente, agora, em uma nova fase, atuando na Prefeitura Municipal de Cuiabá como secretário de Defesa Civil, isso facilitará muito o nosso entendimento com o CR1 e o 1º Batalhão, até porque as ocorrências nesta região, atendidas pelo Corpo de Bombeiros, contam com a participação efetiva da Defesa Civil do município”, afirmou o coronel RR Alessandro Borges Ferreira, secretário de Defesa Civil de Cuiabá.

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Ainda segundo o secretário, reuniões já estão sendo realizadas para o planejamento das ações que serão intensificadas no meio do ano, a fim de minimizar os impactos de incêndios em áreas urbanas e rurais do município.

“Nós sabemos que esse é um período crítico, geralmente seco, com uma estiagem longa, o que aumenta nossas demandas relacionadas a incêndios em terrenos urbanos e na área rural do município. Se tivermos um planejamento sólido e um trabalho integrado, tenho certeza de que não só conseguiremos minimizar o impacto dessas ocorrências para a sociedade urbana, mas também teremos muito mais eficiência.”, garantiu.

O gerente de Operações da Nova Rota Oeste, Edemilson Bueno, também reforçou a necessidade de uma aproximação ainda maior da corporação para a capacitação dos profissionais da concessionária.

Ele ressaltou a importância da realização de simulações, exercícios práticos e treinamentos conjuntos, visando aprimorar a resposta a emergências e garantir um atendimento mais eficiente e seguro nas rodovias sob concessão. Atualmente, a Nova Rota Oeste é responsável por aproximadamente 850 km de rodovias que atravessam 19 municípios de Mato Grosso.

“É fundamental mantermos essa parceria com o Corpo de Bombeiros. Nos últimos dez anos, já recebemos auxílio e apoio em todas as ações, desde as menores até as mais complexas, e isso tem sido essencial para nosso trabalho. Fortalecer essa aproximação nos permite compartilhar nossos dados, estatísticas e atendimentos ao longo das rodovias sob nossa concessão. Nossa equipe não possui a mesma formação dos bombeiros militares, por isso essa colaboração é indispensável para garantirmos um atendimento correto e seguro”, encerrou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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