A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou nesta terça-feira (04.2) da assinatura do termo de compromisso para aporte de mais de R$ 5,7 milhões do programa SER Família Habitação, em parceria com o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), conforme a portaria do Ministério das Cidades nº 1.482 e o Decreto Estadual nº 371/2023.
As unidades serão destinadas às famílias dentro da Faixa 1, inscritas no Cadastro Único (CadÚNICO), com renda de até R$ 2.800, cujo valor da parcela deve variar entre R$ 80 e R$ 361,50. Nesta categoria, o programa também prevê a doação de imóveis em casos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família. Nesta etapa, serão atendidos quatro municípios: Juara, Juína, Confresa e Pontes de Lacerda.
Idealizadora do programa SER Família Habitação, a primeira-dama Virginia Mendes destacou a importância do investimento.
“Agora vamos atender mais uma parcela da população de baixa renda em quatro municípios, e fico muito feliz por ver esse momento chegar, porque vamos conseguir realizar o sonho de pessoas que talvez já tenham desistido da conquista da casa própria”, disse Virginia Mendes.
“Agradeço ao meu amigo, presidente da MT PAR, Wener Santos, por não medir esforços juntamente com sua equipe; ao governador Mauro Mendes, que, com muita sabedoria, encontrou o caminho para que tudo isso fosse possível; e à Caixa Econômica, nossa grande parceira”, agradeceu Virginia Mendes.
Virginia também destacou o impulso na economia do estado com as obras. “Onde chegam as obras, também vemos a movimentação na economia com a geração de emprego e renda no comércio local. Isso é resultado de um trabalho eficiente”, ratificou a primeira-dama de MT.
Para o governador Mauro Mendes, as parcerias são fundamentais.
“É muito importante e fundamental essa parceria que temos para encontrar os melhores caminhos e vencer os obstáculos. O apoio técnico da MT PAR, da Assistência Social, da Caixa Econômica Federal e a dedicação da primeira-dama Virginia Mendes, que idealizou o programa SER Família Habitação, fazem toda a diferença”, reconheceu.
“Dona Virginia sabe o amor e o carinho que a população de Juína tem pela senhora, e digo da importância que esse programa tem. A gente vê que a senhora tem um carinho e um respeito muito grande pelas pessoas que realmente precisam. O município está muito feliz e temos interesse em aumentar a área para levar mais empreendimentos e moradia para a população”, ratificou o vice-prefeito de Juína, Geremias da Silva.
O superintendente da Caixa Econômica Federal, João Henrique, ressaltou que Mato Grosso é destaque na oferta de habitação. “Somos, talvez, um dos únicos estados a assinar todas as unidades habitacionais. Para nós da Caixa, é uma extrema alegria e honra, e podem contar conosco. A meta do Governo do Estado é colocar 40 mil unidades, e vamos entregar as 40 mil unidades até o final do ciclo de gestão do atual Governo”, adiantou.
De acordo com o presidente da MT PAR, Wener Santos, a forma como o Governo do Estado projetou e a condução da primeira-dama do Estado no programa têm sido primordiais.
“Esse programa é referência para o Brasil. Quero parabenizar a senhora Dona Virginia pela liderança deste programa, por cuidar com tanto carinho e por tudo o que a senhora faz por essas famílias que precisam de um lar para morar”, destacou.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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