AÇÃO DE DESASSOREAMENTO

Prefeitura retira 100 toneladas de detritos do Córrego do Gambá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, iniciou nesta segunda-feira (13) o desassoreamento do Córrego do Gambá, no bairro São Matheus. A ação visa melhorar o fluxo da água, removendo materiais acumulados no fundo do canal. A medida faz parte das ações emergenciais anunciadas pelo prefeito Abilio Brunini para evitar alagamentos e enchentes na região.

“No momento, as máquinas estão sendo enviadas para esses locais para resolver os problemas de drenagem. No caso do Córrego do Gambá, há uma obra estruturante, que se estende até o rio Cuiabá, mas essa obra foi dimensionada de maneira errada para suportar a quantidade de água que a região recebeu recentemente. Uma chuva de 91 milímetros agravou a situação, o que fez com que a infraestrutura não conseguisse dar conta da vazão e por isso vamos realizar o alargamento dessa área para melhorar o escoamento da água e corrija o problema”, ponderou o prefeito Abilio Brunini.

Atualmente, 19 técnicos estão dedicados exclusivamente à limpeza de caixas coletoras  enquanto outras seis equipes atuam diretamente no canal. Para a execução dos serviços, estão sendo utilizados cinco caminhões-caçamba e uma escavadeira hidráulica (PC).

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Nesta manhã, as equipes da Secretaria Municipal de Obras Públicas mapearam os pontos críticos da cidade, priorizando as regiões com maior incidência de alagamentos. Até o momento, cerca de 100 toneladas de terra e lixo já foram removidas do trecho do Córrego do Gambá que passa pelo bairro São Matheus.

O acúmulo de materiais como areia, terra, garrafas PET, sacolas plásticas, restos de cascas de árvores e entulhos tem causado o assoreamento do canal, reduzindo significativamente sua capacidade de vazão e aumentando o risco de alagamentos. A busca limpeza melhora o fluxo da água, removendo essas barreiras e garantindo um escoamento mais rápido e eficiente.

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CIDADES

TCE e Fecomércio se unem para combater a fome em Mato Grosso

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT) firmaram uma parceria para ampliar as ações de combate à fome e à insegurança alimentar nos 142 municípios do Estado.

A iniciativa faz parte do projeto Mapa da Fome, coordenado pelo TCE-MT, que pretende levantar um diagnóstico da situação alimentar em Mato Grosso e orientar os gestores municipais sobre programas públicos voltados à segurança alimentar.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 22,1% dos domicílios mato-grossenses enfrentam algum grau de insegurança alimentar.

Outro dado chama atenção: dos 142 municípios do Estado, apenas 40 estão inscritos no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A adesão é um dos requisitos para que as prefeituras tenham acesso a programas federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Diagnóstico nos municípios

Para levantar a realidade de cada cidade, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, criou um grupo de trabalho responsável pela elaboração de um estudo técnico.

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O levantamento será realizado por meio de questionário eletrônico aplicado aos 142 municípios. A previsão é de que o trabalho seja concluído em até 70 dias úteis.

Segundo o tribunal, o diagnóstico não terá caráter fiscalizatório. A proposta é reunir informações e orientar os gestores sobre as políticas públicas disponíveis e as medidas necessárias para ampliar o acesso da população à alimentação adequada.

Fecomércio amplia participação

A Fecomércio-MT passa a integrar a mobilização por meio do Sistema Comércio, formado por Sesc e Senac, que já mantém ações voltadas à assistência social e à segurança alimentar no Estado.

Em campanhas realizadas nos últimos anos, unidades das instituições foram utilizadas como pontos de arrecadação de alimentos e produtos essenciais destinados a famílias em situação de vulnerabilidade e atingidas por enchentes.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, a participação do setor produtivo deve contribuir para ampliar o alcance das ações sociais e fazer com que recursos e iniciativas tenham impacto direto na população.

A atual diretoria da entidade, empossada para o quadriênio 2026/2030, também sinaliza a continuidade de ações de responsabilidade social.

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Restaurantes populares

Entre as metas do projeto Mapa da Fome está a instalação de pelo menos um restaurante popular em cada um dos 142 municípios de Mato Grosso.

A proposta é oferecer refeições a preços simbólicos para pessoas em situação de vulnerabilidade, além de fortalecer políticas relacionadas à agricultura familiar e à aquisição de alimentos produzidos no próprio Estado.

O diagnóstico também deverá servir de base para as ações previstas no Plano de Metas Mato Grosso 2050, que inclui o combate à fome entre seus eixos.

A expectativa é que a parceria entre o TCE-MT, Fecomércio e municípios ajude a identificar as principais deficiências na área de segurança alimentar e facilite o acesso das prefeituras a programas e recursos destinados ao enfrentamento da fome.

 

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