O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT) firmaram uma parceria para ampliar as ações de combate à fome e à insegurança alimentar nos 142 municípios do Estado.
A iniciativa faz parte do projeto Mapa da Fome, coordenado pelo TCE-MT, que pretende levantar um diagnóstico da situação alimentar em Mato Grosso e orientar os gestores municipais sobre programas públicos voltados à segurança alimentar.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 22,1% dos domicílios mato-grossenses enfrentam algum grau de insegurança alimentar.
Outro dado chama atenção: dos 142 municípios do Estado, apenas 40 estão inscritos no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A adesão é um dos requisitos para que as prefeituras tenham acesso a programas federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Diagnóstico nos municípios
Para levantar a realidade de cada cidade, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, criou um grupo de trabalho responsável pela elaboração de um estudo técnico.
O levantamento será realizado por meio de questionário eletrônico aplicado aos 142 municípios. A previsão é de que o trabalho seja concluído em até 70 dias úteis.
Segundo o tribunal, o diagnóstico não terá caráter fiscalizatório. A proposta é reunir informações e orientar os gestores sobre as políticas públicas disponíveis e as medidas necessárias para ampliar o acesso da população à alimentação adequada.
Fecomércio amplia participação
A Fecomércio-MT passa a integrar a mobilização por meio do Sistema Comércio, formado por Sesc e Senac, que já mantém ações voltadas à assistência social e à segurança alimentar no Estado.
Em campanhas realizadas nos últimos anos, unidades das instituições foram utilizadas como pontos de arrecadação de alimentos e produtos essenciais destinados a famílias em situação de vulnerabilidade e atingidas por enchentes.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, a participação do setor produtivo deve contribuir para ampliar o alcance das ações sociais e fazer com que recursos e iniciativas tenham impacto direto na população.
A atual diretoria da entidade, empossada para o quadriênio 2026/2030, também sinaliza a continuidade de ações de responsabilidade social.
Entre as metas do projeto Mapa da Fome está a instalação de pelo menos um restaurante popular em cada um dos 142 municípios de Mato Grosso.
A proposta é oferecer refeições a preços simbólicos para pessoas em situação de vulnerabilidade, além de fortalecer políticas relacionadas à agricultura familiar e à aquisição de alimentos produzidos no próprio Estado.
O diagnóstico também deverá servir de base para as ações previstas no Plano de Metas Mato Grosso 2050, que inclui o combate à fome entre seus eixos.
A expectativa é que a parceria entre o TCE-MT, Fecomércio e municípios ajude a identificar as principais deficiências na área de segurança alimentar e facilite o acesso das prefeituras a programas e recursos destinados ao enfrentamento da fome.
A estudante de Odontologia Ana Julia Cortez da Guia, de 20 anos, permanece internada em estado grave no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas apresenta estabilidade no quadro clínico após o grave acidente ocorrido na Avenida Sutil.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os exames realizados pela equipe médica não apontaram, até o momento, sinais de morte encefálica. A jovem continua recebendo acompanhamento médico e permanece sob os cuidados da equipe de ortopedia.
Ana Julia está internada desde a última terça-feira (15), quando perdeu o controle do veículo que conduzia e colidiu contra um poste. Apesar da gravidade dos ferimentos, não houve registro de piora em seu estado de saúde.
Tomografias computadorizadas realizadas no hospital também não identificaram sinais de morte encefálica. A estudante permanece sedada e recebe tratamento médico, incluindo administração de antibióticos. Até o momento, não há previsão para a realização de novos exames.
O acidente aconteceu quando Ana Julia dirigia um Fiat Mobi adquirido havia menos de 20 dias. Segundo o pai da jovem, ela ainda tinha pouca experiência ao volante e o congestionamento na região pode ter contribuído para que não percebesse a existência de uma rotatória.
O veículo teria rodado na pista antes de atingir o poste. A colisão ocorreu principalmente no lado do motorista, onde a estudante estava.
Com o impacto, Ana Julia sofreu traumatismo craniano, fraturas nos dois braços e fraturas em três costelas. Uma das lesões teria perfurado o pulmão e provocado uma hemorragia. O traumatismo também resultou em hematoma e sangramento no cérebro.
Apesar da gravidade das lesões, a ausência de sinais de morte encefálica nos exames e a estabilidade registrada pela equipe médica são os principais pontos de atualização sobre o estado de saúde da estudante.
A dinâmica do acidente ainda deverá ser esclarecida. A perícia deve analisar as circunstâncias da colisão e apontar como o veículo perdeu o controle antes de atingir o poste.
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